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COLUNA - DIREITO & DEVERES

Refugiado nas Olimpiadas

Foto: Reprodução / Fonte: Correio Paraense

O número de refugiados nas olimpíadas de Tóquio triplicou em comparação com a rio 2016. No Rio de Janeiro, uma comitiva com 10 refugiados participou dos jogos olímpicos e paralímpicos. Em 2021 esse número é de 29 refugiados e outros 6 atletas que disputam a Paralimpíada.  A marca da equipe é a diversidade: atletas de 11 diferentes nacionalidades, acolhidos em 14 países diferentes.

Os refugiados são pessoas que foram perseguidas em seu país de origem e lutam pela sobrevivência e necessitam de apoio diante da grande vulnerabilidade que se encontram. Há várias formas de apoiar um refugiado e uma delas é possibilitar que mostrem seus talentos esportivos.

É fundamental que os refugiados tenham condições financeiras para manter os treinamentos e preparo físico e, por isso, a concessão de bolsa para auxílio é um instrumento essencial no apoio e fortalecimento do protagonismo do refugiado em esportes de alto rendimento.

Esses atletas disputam as medalhas em igualdade de condições técnicas com outros competidores e tem grandes chances que ganhar medalhas. Há um imenso potencial esportivo contida nos grupos de refugiados. É preciso ter políticas que permitam explorar esse potencial.

O país de onde vieram mais atletas refugiados foi a Síria. Serão 9 participantes que nasceram no país, que atravessa uma crise humanitária na esteira de uma guerra civil. Desde 2011, o conflito já forçou o deslocamento de 6,6 milhões de pessoas, dos 22 milhões de habitantes do país, segundo o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados). …

A equipe de refugiados terá representantes nas modalidades do judô, atletismo, badminton, boxe, canoagem, ciclismo, caratê, tae kwon do, wrestling (luta olímpica), tiro, natação e levantamento de peso….

O COI (Comitê Olímpico Internacional) mantém um programa de bolsas para 56 atletas refugiados em todo o mundo. Destes, foram selecionados 25 para os Jogos de Tóquio….

O esporte é uma ferramenta com potencial transformador que é presente na vida e nos anseios de muitas pessoas refugiadas. Além de promover inclusão e aumentar a coesão social, a prática esportiva possibilita que refugiados possam se desenvolver e contribuir com sua sociedade de acolhida, sendo os Jogos Olímpicos o mais notório exemplo de onde se pode chegar.

Samuel Medeiros – Advogado, Professor Acadêmico, Especialista em Direito das Famílias pela Universidade Cândido Mendes, Mestrando em Propriedade Intelectual pelo Instituto Federal do Pará, Sócio do Simões Bentes & Medeiros Advocacia Internacional, e-mail: Samuel_medeiros@ymail.com

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