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PARÁ

Um ano após o primeiro caso de covid-19 no Pará, e o pesadelo continua

Sem vagas nos hospitais, a cada dia que passa o número de casos cresce e o sistema de saúde está entrando em colapso.

Foto: Reprodução / Fonte: Informações G1 PA

O primeiro caso da doença foi de um paciente que viajou durante o carnaval de 2020 para o Rio de Janeiro. Na época, o homem de 37 anos apresentou um quadro de síndrome aguda do sistema respiratório e foi internado. Após a realização de exames o paciente foi liberado para realizar o isolamento domiciliar já que quadro foi classificado como “leve ou moderado”.

E nesta quinta-feira (18) completa um ano desde a confirmação do primeiro caso positivo de Covid-19 no Pará no dia 18 de março de 2020. Nesta quarta-feira (17) o estado chegou na marca de 390.874 casos de Covid-19 e 9.634 mortes. Sem vagas nos hospitais, a cada dia que passa o número de casos cresce e o sistema de saúde está entrando em colapso.

Dois dias depois segundo caso foi confirmado. Uma mulher de 36 anos que também esteve no Rio do Janeiro e em São Paulo. A paciente fez tratamento inicial em hospital privado, apresentou quadro estável e esteve em isolamento domiciliar. Um mês após a confirmação do primeiro caso o estado registrava no dia 18 de abril de 2020 641 pacientes com a doença e 33 óbitos.

Hoje os hospitais públicos e particulares estão sobrecarregados no Pará. Em Belém, o hospital de campanha, referência para tratar pacientes com a doença, registrou aumento de 82% em internações nos últimos onze dias. O período registrou mais da metade dos registros de internação em todo o mês de fevereiro.

No último domingo (14) o sistema de saúde entrou em colapso em Belém e não há mais vagas de leitos de UTI na rede particular de hospitais. Para garantir atendimento, uma operadora de plano de saúde anunciou a abertura de um hospital de campanha. A rede particular de saúde também sofre a pressão provocada pelo aumento de casos de Covid-19 em Belém. A operadora, que atende a 270 mil usuários na capital, registrou uma alta de 40% no número de pacientes com a doença.

Sem estoque para intubação

O rede estadual de saúde do Pará só tem estoque para mais 15 dias de medicamentos utilizados no processo de intubação e sedação, principalmente para pacientes de Covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa).

O chamado “kit intubação” tem, entre outros itens, remédios para anestesia, sedação, relaxamento muscular, e está com baixo estoque em doze hospitais no estado.

Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde do Pará, a situação começou a piorar a cerca de 15 dias. Atualmente, os 17 hospitais particulares de Belém já operam em sua capacidade máxima, os 145 leitos de UTI dessas unidades estão ocupados.

A Defensoria Pública do Estado solicitou a todas as operadoras de saúde da capital que informem quais as medidas que estão sendo adotadas para enfrentar o atual momento da pandemia.

Restrição de circulação de pessoas

Nesta segunda-feira (16), o Pará entrou em classificação preta por causa do alto risco de contaminação pelo novo coronavírus. Esta é a segunda vez em um ano que estado aperta as medidas de restrições de circulação de pessoas para conter o avanço da doença. Apenas serviços considerados essenciais podem funcionar.

Segundo o governador, Helder Barbalho a classificação preta, de alto risco de contágio pelo novo coronavírus, nos cinco municípios foi tomada considerando as que estão mais próximas da capital, com maior densidade populacional e onde estão as maiores estruturas de saúde do estado.

Por Andréa França

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