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SAÚDE

Quando o corpo fala: sintomas físicos podem ser sinais de sofrimento emocional

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Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que uma em cada quatro pessoas será afetada por transtornos mentais em algum momento da vida. O que poucos sabem é que, muitas vezes, esses transtornos se manifestam por sintomas físicos. Dor de cabeça frequente, insônia, cansaço excessivo, alterações no apetite ou desconfortos sem causa clínica definida podem ser, na verdade, pedidos de socorro emocional.

Bárbara de Alencar, médica da Hapvida, explica que é cada vez mais comum encontrar pacientes que procuram atendimento acreditando que estão com algum problema físico, mas que, após investigação, descobrem que a origem está em outro campo. “Muitas pessoas chegam com dores persistentes, tensão no corpo, dificuldade para dormir ou mudanças bruscas no apetite. A queixa é física, mas o corpo está apenas dando sinais do que a mente já não está conseguindo sustentar”, afirma.

Segundo ela, esses indícios costumam aparecer em momentos de estresse prolongado, luto, sobrecarga profissional ou crises existenciais. “Nem sempre o paciente percebe essa conexão. Às vezes, ele acredita que tem algo grave e passa por diversos exames que não apontam alterações. Quando conseguimos estabelecer esse vínculo entre o sintoma e o estado emocional, ele finalmente entende o que está acontecendo. Isso abre caminho para um cuidado mais eficaz”, destaca.

O psicólogo da Hapvida, Fabrício Vieira, reforça que o corpo funciona como um tradutor das emoções quando a pessoa não consegue expressar o que sente. “Nem sempre a pessoa diz ‘estou ansioso’ ou ‘estou em sofrimento’, mas o corpo fala por ela. É aquela dor no estômago constante, a falta de energia, o sono que não vem, o coração acelerado sem motivo. Quando esses sinais se tornam frequentes e atrapalham a rotina, é essencial buscar ajuda profissional”, orienta.

De acordo com o especialista, o primeiro passo é reconhecer que esses sintomas são legítimos e merecem atenção. “A saúde emocional ainda é um tabu para muita gente, mas precisamos lembrar que cuidar da mente é também cuidar do corpo. Quanto antes esse cuidado começa, maiores são as chances de evitar agravamentos, como transtornos de ansiedade, depressão ou esgotamento físico e mental”, completa.

Os especialistas ressaltam que procurar apoio psicológico ou psiquiátrico não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e responsabilidade. “A escuta profissional, aliada ao acompanhamento clínico, pode transformar a vida de quem sofre em silêncio”, diz Fabrício.

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