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SAÚDE

O outro lado do carnaval: o uso desenfreado das substâncias químicas pode se transformar em gatilho para recuperandos

Quem faz uso de medicação também necessita de atenção durante esse período para que a pressão e o estímulo gerado não seja fatal

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Crédito da imagem: iStock | Fonte: NM Comunicação

Para muitos, o Carnaval pode ser sinônimo de bebedeira, curtição e diversão. Porém, para os dependentes químicos pode ser uma época muito difícil e cheia de gatilhos causados pelos uso desenfreado de álcool e outras substâncias.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 30 milhões de pessoas têm alguém na família que é dependente químico. Em um país que o consumo de álcool só aumenta, esses momentos podem ser classificados como altamente arriscados para recaídas. A Diretora Presidente da Clínica Médica Vôo de Liberdade, Mônica Azevedo, explica sobre os riscos “É um período que muitos convites próximos a essa pessoa em recuperação podem surgir, pode existir o consumo exagerado até mesmo de pessoas da própria família e que acabam não tendo o devido cuidado com o que aquilo pode gerar no recuperando”. 

Em momentos como esse o apoio e o acolhimento são fundamentais. “Fazer com que esse recuperando se sinta seguro, sinta que ele não está sozinho, se sinta cuidado é o que pode, talvez, evitar uma recaída. Quem está em um processo de recuperação, precisa se sentir acolhido, e não julgado”, observa Mônica.

O consumo de bebida alcoólica costuma ser a porta de entrada para outras substâncias, principalmente, entre o público mais jovem que é a maioria nos bloquinhos de rua. Conforme dados apresentados em 2015 pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 73% dos escolares na faixa etária de 16 a 17 anos já experimentaram uma dose de bebida alcoólica e cerca de 37% deles sofreram algum episódio de embriaguez na vida.

De acordo com dados de 2021 das Nações Unidas sobre drogas e crimes, a cocaína está entre as substâncias químicas mais consumidas entre os jovens da classe média do Brasil. Hoje, 18% da oferta mundial anual dessa droga é consumida por 2,8 milhões de brasileiros, ou seja, 1,4% da população.

“É essencial estar vigilante em relação aos jovens, para que não se tornem parte das estatísticas preocupantes de consumo de substâncias. No entanto, é importante reconhecer que há esperança para quem busca superar a dependência química através do tratamento para controle da síndrome, e entendermos que cada pessoa tem uma vida valiosa além da sua luta com as drogas”, finaliza Mônica. 

URGÊNCIA

O Hospital Psiquiátrico da Clínica Médica Voo de Liberdade, com serviço de urgência infanto-juvenil e adulto, masculino e feminino, é voltado ao tratamento da dependência química e de transtornos mentais. O hospital está localizado na Travessa Presidente Pernambuco, 378 e 388, bairro Batista Campos, e conta com uma equipe multidisciplinar: psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, farmacêutico, enfermeiro, nutricionista, educador físico, fisioterapeuta.

Texto: Samyra Mercês

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