ECONOMIA PARAENSE
Belém recebe o Tucupi Manioca que vai embalar e alavancar o sabor paraense Brasil afora
Nunca o termo sustentabilidade foi tão evidente quanto agora. Na sala de aula, na rotina dos pequenos empreendedores, no gabinete dos políticos, nas reuniões de executivos dos grandes empreendimentos e da cúpula mundial, a exemplo da Organização das Nações Unidas (ONU) que elegeu Belém para sediar a COP 30, aqui em Belém (PA) em 2025. O que poucos sabem é que iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável na Amazônia sempre ocorreram aqui no Pará, especialmente na área do turismo. O chef Paulo Martins, por exemplo, ao idealizar o festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense e apresentar o menu paraense carregado de saberes e sabores amazônicos, defendia a bandeira do desenvolvimento socioeconômico a partir da gastronomia enquanto forte segmento do turismo.
Mas, qual a definição correta para sustentabilidade? Essa definição, segundo a WWF, surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
Sendo assim, para a ONU, desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, garantindo a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro.
Seguindo essa lógica da sustentabilidade e tentando carregar consigo o legado de seu pai, Paulo Martins, o “Embaixador da Gastronomia do Pará”, Joanna Martins criou a Manioca, empresa paraense que há mais de 8 anos colocou nos restaurantes, supermercados e lojas de todo Brasil e em alguns países, produtos de origem amazônica, cultural ou biológica: mandioca, puxuri, cacau, cumaru, tapioca, pimentas, açaí, feijão manteiguinha e tantos outros produtos estão no catálogo da empresa.
TUCUPI MANIOCA
E nesse rico menu, a novidade da Manioca é o Tucupi Amarelo, um caldo vegetal fermentado, extraído da mandioca, de origem indígena, secularmente usado no tacacá, pato no tucupi, caldeiradas de peixes, entre outros pratos típicos do Pará, especialmente os do cardápio do período do Círio de Nazaré.
“O mais autêntico tucupi paraense, que já encantava chefs de todo o Brasil, começa agora a chegar nas lojas de Belém, em redes de supermercado como Econômico, Mais Barato e Líder. Também estão disponíveis para restaurantes, bares e tacacazeiras”, conta Joanna, celebrando o lançamento de mais um produto, embalado com as cores, a história e os valores dos povos originários amazônicos, fornecedores da matéria prima e do conhecimento necessário para uma bioeconomia criativa e inovadora que alimenta o corpo e nos enche de orgulho de sermos amazônidas.
A Manioca é um negócio, de Joanna Martins e Paulo Reis, jovens empreendedores belenenses apaixonados pela Amazônia e seus sabores. Na indústria sustentável desenvolvem alimentos naturais, práticos e deliciosos, a partir das nossas tradições culturais, gerando inovação.
Sobre o novo produto, o Tucupi Amarelo, Joanna explica que já vem temperado e padronizado, seguindo regras de boas práticas de fabricação rigorosas, usando os temperos amados pelos paraenses, e fermentação controlada, garantindo um produto competitivo, delicioso e seguro,
“Temos ainda, na Manioca, o Tucupi Preto, Granola de Tapioca, molhos de pimenta e feijão manteiguinha”, explica Joanna, ao esclarecer que sua indústria é uma marca pioneira da sociobioeconomia amazônica, que profissionaliza e valoriza produtos da cultura alimentar e conecta as pessoas da região com o mercado brasileiro e internacional, servindo de exemplo ao potencial de geração de negócios e desenvolvimento da Amazônia.
A empresa está no mercado há 8 anos, atuando de forma sustentável, capacitando e apoiando seus fornecedores da agricultura familiar e povos e comunidades tradicionais de 12 municípios do Pará, através de compras no modelo comércio justo, gerando valorização e desenvolvimento em toda sua rede de fornecedores.
A Manioca nasceu em 2014, em Belém/PA, com o propósito de aproximar o Brasil (e o mundo) da Amazônia, através dos alimentos. Joanna Martins herdou a criatividade e a valorização dos ingredientes da região através da gastronomia de seu pai e sua avó, Paulo Martins e Anna Maria, criadores do Restaurante Lá em Casa e do Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense.
fotos: Divulgação




