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PARÁ

Quilombolas mantém funcionários de fazenda como reféns em cárcere privado e ameaçam policiais

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Imagens: Redes Sociais | Fonte: Correio Paraense

Segue tensa a situação na Fazenda Vera Cruz, pertencente à empresa BBF, no Vale do Acará, região nordeste do Pará, onde trinta funcionários da são mantidos como reféns por cerca de 40 quilombolas armados. A invasão da fazenda acontece desde a última sexta-feira, 14.

A operação criminosa bloqueou a entrada de alimentos para os funcionários e o transporte de óleo para geração de energia. Os funcionários são mantidos em cárcere privado pelos invasores, estão sem comida nem água. Durante toda a noite de sábado e madrugada deste domingo, 26, os invasores consumiram bebida alcoólica, ouviram música e fizeram disparos com armas de fogo, intimidando qualquer aproximação do local. A situação é crítica no local, onde até policiais são ameaçados e têm viaturas revistadas por andinos, tendo os papeis se invertido.

Assim, os criminosos não permitem sequer a entrada de policiais na área. Uma viatura da Polícia Civil esteve no local ontem à noite, mas os ocupantes foram ameaçados de morte caso voltassem novamente. A empresa BBF já acionou dezenas de vezes, desde a última sexta-feira, pedidos aos órgãos de segurança, incluindo a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará, que ainda não se pronunciou.

Os cerca de 30 funcionários da empresa mantidos como reféns dos invasores enviaram um pedido de socorro que circula pelos grupos da região: “Pedido de socorro – Funcionários Fazenda Vera Cruz:
Nós colaboradores, estamos a mercê de quilombolas e indígenas que nos cercaram com bloqueios e não deixam passar nossa alimentação, água, combustível; a situação só piora, pois o combustível suporta até hoje domingo, a alimentação acabou. Nós, funcionários, estamos dividindo merenda e não temos feito a janta, pois a escassez de alimentos só aumenta, não temos gás, estamos usando madeira para fazer fogo, estamos dormindo em colchões no chão, muitos de nós estão doentes e debilitados, não temos acesso a remédios, pois não deixam nem a policia militar passar.

Pedimos apoio urgente dos órgãos competentes, estamos clamando por socorro, nos ajudem a sair deste local onde estamos todos os dias sendo ameaçados, ficamos em cárcere privado, quilombolas cercam a sede da fazenda Vera Cruz e disparam armas de fogo e atingem as dependências da fazenda tocando o terror em nós que estamos sem poder sair devido ao bloqueio, pedimos ajuda urgente não temos como resistir mais. Socorro Polícia Militar.”

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