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RESENHAS LITERÁRIAS

Resenha: Céu sem estrelas – Íris Figueiredo

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Foto: Jheniffer Camile/Correio Paraense | Fonte: Correio Paraense

Sinopse

Aos dezoito anos, Cecília acabou de passar no vestibular e ser aceita no curso de desenho industrial, mas não consegue se dedicar aos estudos quando tudo à sua volta parece desmoronar. Sem emprego e expulsa de casa, a garota ainda sofre com a baixa autoestima e com o julgamento constante das pessoas por ser gorda. Ela encontra refúgio nos livros, no carinho de sua avó e na casa de Iasmin, sua melhor amiga. Lá, Cecília passa a conviver com Bernardo, irmão de Iasmin, que parece sempre disposto a ajudá-la e apoiá-la. Para sua surpresa, a amizade logo evolui para um romance, mas um erro do garoto ameaça pôr tudo a perder.

Bernardo acredita em segundas chances. Ele nunca quis se envolver, a não ser que fosse por inteiro. Afinal, tinha dentro de casa um exem­plo de relacionamento fracassado que não queria repetir. Depois de decepcionar Cecília, a primeira garota com quem teve vontade de assumir um compromisso, ele não vai desistir de conquistar seu perdão. Ao mes­mo tempo, precisa lidar com as dúvidas que tem sobre continuar na faculdade de engenharia, e com o fato de seus amigos parecerem mais interessados em ir para o bar do que em assistir às aulas.

AUTOR: Íris Figueiredo
TRADUÇÃO: Nacional
EDITORA: Seguinte
PUBLICAÇÃO: 2018
PÁGINAS: 360 

Resenha:

Céu sem estrelas é um young adult sobre uma menina gorda, com baixa autoestima e transtorno mental. A história gira em torno da protagonista Cecília e de sua relação com sua mãe, com seu padrasto, com sua avó, com seus amigos, com seu amor platônico e, mais importante, consigo mesma.

Céu sem estrelas foi o meu primeiro contato com a escrita da Iris Figueiredo, que é bem fluida e envolvente, Iris consegue discutir assuntos, que ainda são muito vistos como tabu no Brasil, de um jeito tão delicado e sincero.
Como, por exemplo, a relação da Cecília com seu peso, como isso afeta sua autoestima e saúde mental. A Rachel sendo totalmente normal em sua cadeira de rodas (como deveria), a Stephanie e a sua vivência como mulher negra.

Muito legal ver os personagens secundários diversificados, parece muito mais com as pessoas ao nosso redor, com a vida real. O livro contém personagens cativantes, uma escrita deliciosa, atenção no desenvolvimento de cada linha narrativa e uma discussão importante sobre saúde mental.

(5/5⭐️)

Por: Jheniffer Camile

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