COLUNA - ENTRANDO EM CAMPO
A importância do investimento público na Base do Esporte
Tratar o esporte como política pública é ir muito além da doação de uniformes e bolas. É direcionar investimentos em escolas de diversas modalidades esportivas, estruturas como praças com áreas de lazer e material humano. É necessário que as secretarias responsáveis mapeiem todos os projetos socias e particulares, em seus respectivos municípios, para assim, trabalhar um planejamento coerente, que contemple todas as iniciativas.
Um detalhe me chama a atenção: poucas cidades brasileiras têm Conselhos Municipais de Esporte. Um atraso em um país como o Brasil, com histórico de medalhas olímpicas e títulos em Copas do Mundo!
Não se discute, não se analisa, e, com isso não se sugere ações destinadas ao setor. Todo e qualquer orçamento público requer atenção.
Como solução, acredito, que o primeiro passo seria a parceria com as escolas públicas, investindo principalmente nas estruturas, como exemplo: as quadras poliesportivas, visto que, são espaços educacionais que podem ser transformados em espaços de lazer, em horários alternativos. Ações como essa, evitam que crianças e adolescentes sejam expostos aos riscos da violência e do uso de drogas, bem como, reduzem o índice de evasão escolar; aumentam a capacidade cognitiva; trazendo benefícios consideráveis à saúde; e sobretudo, gerando cooperação e socialização.
Investir no esporte é investir no futuro. Pois, referente ao âmbito social e ao econômico, altamente debatidos, este modelo de investimento reflete na geração de emprego e renda.
Aos desportistas, cobrar é um direito constitucional, mas, para isso, se faz extremante necessária a união das modalidades. Eu tenho, ainda, esperança de que o esporte brasileiro, principalmente a base, possa ter dias melhores. Sou brasileiro, e, não desisto nunca!



