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Sespa capacita profissionais do Hospital Galileu para captação de doadores órgãos

Secretaria também reforça a importância das notificações de doações

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Com uma fila de mais de 1.700 pessoas aguardando um transplante de rins e córneas no Pará, o Estado enfrenta, como um dos maiores gargalos na doação de órgãos, a notificação. Para se ter uma ideia, no ano passado, foram registrados cerca de 8 mil óbitos por causas externas e neurológicas e, apenas 58 notificações foram feitas, segundo os dados da Central Estadual de Transplante (CET). Com o objetivo de conscientizar, esclarecer dúvidas e reforçar a importância dos profissionais de saúde neste processo, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Grande Belém, recebeu uma programação especial sobre o tema, nesta segunda-feira (26).

O evento, alusivo ao Dia Nacional de Doação de Órgãos, datado no dia 27 de setembro, contou com um bate-papo com a coordenadora da CET, Ierecê Miranda, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que além de apresentar historicamente a importância da data, apontou os principais entraves no processo.
 
No Pará, atualmente, a CET conta com uma Regulação que atua 24h para receber as notificações. No entanto, é necessário que os hospitais as notifiquem. “Neste caso, o papel dos profissionais de saúde é de sinalizar à família. Para isso, o profissional precisa entender o processo, saber da legislação, do diagnóstico da morte, da Política Nacional, e munir de informação os familiares”, disse Miranda.
 
“Sabemos que não é simples decidir sobre a doação dos órgãos de um ente querido, mas é necessário que seja feita a abordagem com a família, a conversa, mesmo em meio ao luto, já que essa decisão deve ser feita pelos parentes na hora do óbito”, seguiu Ierecê Miranda.
 
Pela Lei Brasileira, a doação somente pode ocorrer mediante à autorização da família. Se a pessoa for casada, a prioridade é do cônjuge, depois vem os pais, filhos e irmãos, para maiores de 18 anos. Se o falecido for menor de idade, a autorização é exclusiva dos pais.

Estado tem com 5 hospitais autorizados a transplantar rins e 13 de córnea, além de 7 unidade com Comissão de Central de Transplantes de Doação e Órgãos  
Em geral, para ser doador, a pessoa tem de morrer por morte encefálica ou com a parada do coração. Apenas algumas poucas doenças, como alguns tipos de câncer e o HIV impedem a doação.

O processo de captação e doação de órgãos, no Pará, é realizado por uma equipe de 18 profissionais, com médicos, biomédicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, agentes administrativos e motoristas. O registro e informações das doações e transplantes ocorre de modo online, por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde.
 
Mobilização – A presidente da Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), do Galileu, Kérina Quaresma, explica que a unidade já trabalha com ações para solidarizar à população. “Além da Campanha do Setembro Verde, o HPEG informou que mantém dinâmicas, abordagens com os acompanhantes e pacientes sobre o tema. E, ainda, em mobilizações, a equipe da unidade fala sobre os tabus e tira dúvidas para quebrar crenças e barreiras”, disse. 
 
O evento da Sespa, nesta segunda-feira, contou com a organização do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) do Galileu. “Fizemos questão de enfatizar o tema com uma decoração especial na unidade, além dos brindes para reforçar a importância de doar e de salvar outras vidas. Lembramos que o verde é a cor da esperança, sentimento este de quem está em uma fila de espera por um órgão. Também é importante que se a pessoa tem vontade de ser um doador, expresse à família, verbalizando o desejo ainda em vida”, enfatizou Anne Segóvia, coordenadora de Humanização do HPEG.
 
Rede – No Pará, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e da rede privada, são realizados os transplantes de rim, tecidos oculares (córnea e esclera) e de medula óssea.

SERVIÇO

O Hospital Galileu fica na avenida Mário Covas, na Grande Belém, administrado pelo Instituto de Saúde e Social da Amazônia – ISSAA, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa)

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