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ECONOMIA PARAENSE

Serviços e agropecuária serão destaque na economia do Pará em 2022, diz Santander

Segundo estudo com projeções do banco, indústria extrativa deve ter queda no estado este ano

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Foto: Reprodução | Fonte: santander

Principal economia da região Norte, o Pará deve registrar estabilidade em seu Produto Interno Bruto (PIB) este ano, mesmo com crescimento de 3,8% dos serviços e de 1% da agropecuária. As projeções fazem parte de estudo especial do Santander sobre economia regional. Em 2020, o PIB paraense diminuiu 2,5%, e subiu 1,3% em 2021, avalia o banco.

Realizado anualmente, o levantamento apresenta projeções por estados, setores e regiões do País para o horizonte de 2020 a 2023. Os últimos dados oficiais do IBGE para as economias estaduais são de 2019, e mostram que o Pará é a unidade federativa de maior peso na economia do Norte, com participação de 43,4% no PIB da região.

Segundo Gabriel Couto, economista do Santander e autor do estudo, o PIB paraense deve ficar estagnado este ano devido à contribuição negativa da indústria. Em seus cálculos, o setor vai recuar 7,9% no estado em 2022, após duas retrações seguidas em 2020 e 2021, de 1,7% e 4,8%.

“A indústria extrativa do Pará tem indicado queda e impactado negativamente o crescimento do setor industrial na região Norte”, aponta Couto. “Esperamos tendência de retomada do setor extrativo no estado, mas apenas em 2023”. De acordo com o levantamento, a indústria representa mais de um terço (34,3%) do PIB paraense, acima de sua proporção na média da região Norte, de 27,6%.

Já no setor terciário, o deslocamento da demanda de bens para serviços após a reabertura da economia deve ter beneficiado a atividade, nota o economista. O estudo do Santander estima que o PIB dos serviços caiu 3,8% em 2020 no Pará, mas avançou 5% no ano passado, e terá nova expansão este ano (3,8%). Os serviços respondem por 56,5% do PIB paraense, ante 63,6% na média dos sete estados do Norte.

Por fim, a agropecuária vai crescer 1% em 2022 no Pará pelas expectativas do Santander, após redução de 0,1% em 2021, e avanço de 1,9% em 2020. “Esperamos efeito positivo para estados com produção de soja nos próximos anos, como Amazonas e Pará”, observa Couto. O PIB agro corresponde a 9,2% da economia paraense, pouco acima de seu peso na média da região Norte, de 8,8%.

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