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SAÚDE

Abelardo Santos capacita equipes contra a Sepse, a infecção generalizada

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Com uma infraestrutura de 340 leitos hospitalares, entre clínicos, cirúrgicos e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs pediátricas e adultos), em Belém, o Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS), no distrito de Icoaraci, em Belém, promove uma programação, desde segunda-feira (12) e a terça-feira (13), voltada para o reforço dos protocolos adotados na unidade no combate à Sepse, uma condição que afeta, geralmente, indivíduos hospitalizados ou que tenham uma imunidade mais comprometida.

O evento destinado aos profissionais de saúde é alusivo ao Dia Mundial da Sepse, 13 de setembro, data em que o mundo se une na luta contra essa doença. Ela é silenciosa e responsável por, ao menos, 11 milhões de mortes anuais, segundo o Ministério da Saúde.

A programação elaborada pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente tem como finalidade reforçar o conjunto de protocolos adotados na instituição. “Nosso intuito, ainda, é captar multiplicadores posterior a estes dias, para realizar cursos da plataforma de Educação a Distância do ILAS (Instituto Latino Americano de Sepse) e montar estações, para que sejam multiplicadores e referências nos setores”, explicou a enfermeira Hellen Monteiro, coordenadora do setor. Após os cursos, os participantes receberão o cronograma de disseminação do Protocolo e a certificação.

Doença – A coordenadora da Neonatologia do HRAS, a médica Salma Saraty, detalha que a Sepse é uma Síndrome da Resposta Inflamatória que o organismo desencadeia para se defender contra um agente infeccioso. “Então, qualquer infecção pode desencadear a Sepse dependendo da resposta inflamatória do paciente”, disse.

Para a neonatologista, todos os protocolos de controle e prevenção de infecção, especialmente a higienização das mãos, podem evitar a sepse. “São pacotes de tratamento para a sepse dependendo do estágio. Temos de tratar o processo infeccioso e restabelecer o equilíbrio hemodinâmico do paciente e assim, evitar que se instale o choque séptico. Para isso, a abordagem deve ser precoce e todo profissional de saúde deve estar preparado para abordar um paciente com Sepse”, acrescentou Salma Saraty.

Protocolos – A médica ginecologista e obstetra, Waléria Plácido, ressalta que o Hospital Regional Abelardo Santos já trabalha com protocolos quanto ao tratamento precoce de prevenção à doença.

“Estes protocolos são voltados tanto às gestantes, quanto aos adultos e às crianças. Temos medidas de prevenção aos quadros infecciosos e à infecção hospitalar. Entre eles, a lavagem de mãos antes de procedimentos cirúrgicos e exames ginecológicos, realizar o tratamento das infecções urinárias nas gestantes, as imunizações durante os quadros gravídicos e puerperal”, comentou.

A médica também orienta que, para um tratamento eficaz, é necessário melhorar a disfunção orgânica do paciente, através de uma hiper-hidratação, tratar a oxigenação dos tecidos acometidos e a administração de antibióticos adequados, além de reconhecer os fatores de riscos.

“Este evento é realizado em um momento importante, onde estamos fortalecendo um protocolo para que absolutamente todos os colaboradores e a equipe assistencial, mantenham um mesmo comportamento diante à possibilidade de um quadro séptico”, detalhou Waléria Plácido.

Campanha – A Sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje, é referenciada como infecção generalizada, e esse tipo de esclarecimento é fundamental para ser reforçado diariamente dentro de uma unidade de saúde.

“No HRAS, estamos, constantemente, treinando, capacitando e aprimorando as técnicas de nossos colaboradores, sobretudo, à equipe assistencial, que faz parte da ponta do atendimento à população. O objetivo é sempre prestar uma assistência assertiva e humanizada aos nossos pacientes”, frisou Marcos Silveira, diretor executivo do Abelardo Santos.

Segundo o Ministério da Saúde, o Dia Mundial da Sepse é uma oportunidade para aumentar a consciência pública e lembrar à mídia, às autoridades de saúde nacionais e internacionais, aos profissionais de saúde, aos formuladores de políticas e aos governos, há necessidade de treinamentos e esclarecimentos quanto à Sepse, e assim, salvar vidas.

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