Conecte-se conosco

SAÚDE

Pressão alta atinge cerca de 30% da população brasileira

Publicado

sobre

Foto: Reprodução | Fonte: NM Comunicação

De acordo com os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), desde os anos 1990, o número de pessoas com idade de 30 a 79 anos diagnosticadas com hipertensão arterial aumentou de 650 milhões para 1,28 bilhão. Esses números são um alerta para uma doença que possui altos casos assintomáticos, cerca de 95%.

Para reforçar as informações sobre a doença, principais causas, cuidados e prevenção, foi criado o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril. A conhecida pressão alta, que é doença crônica, pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças. Logo, o aviso tão popular “todo cuidado é pouco”, se torna um alerta importante para um diagnóstico precoce, que evitará maiores problemas no futuro.

Para o cardiologista do Sistema Hapvida, Alexandre Gayoso, não devemos esperar por um sintoma. Fazer a verificação da pressão regularmente é o indicado, como uma forma de detectar se há um problema. “No caso de a pressão apresentar com regularidade valores maiores ou igual a 140, de sistólica, ou maiores ou igual a 100 de diastólica, é importante buscar ajuda médica. Já o uso de medicamentos é recomendado em casos de incapacidade de realizar mudanças no estilo de vida e identificação da presença no organismo de danos secundários da pressão elevada”.

As principais consequências da pressão alta, a longo prazo, são alterações cerebrovasculares, na função renal, aumento no risco de declínio cognitivo na velhice, insuficiência cardíaca e elevação no risco de infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral). O ideal é que os jovens adultos com histórico familiar para doenças cardiovasculares realizem um acompanhamento periódico com um cardiologista. “A partir dos 35 anos, é preciso fazer uma consulta a cada um ou dois anos, dependendo dos fatores de risco identificados e estilo de vida, e antes dos 35 anos, para aqueles com fatores de risco”, pondera o médico.

O cardiologista ainda ressalta a importância de evitar uma dieta com excesso de sal e alimentos industrializados e recomenda manter atividade física regularmente: “Não precisa ser aeróbica. Para todos os indivíduos, é importante ter pelo menos 150 minutos de exercícios por semana e a cada uma hora sentado, deve-se ficar em pé ou caminhar por dez minutos. Para os hipertensos ou que possuem alguma doença, é recomendado ter, pelo menos, 300 minutos semanais de atividades físicas”.

O médico sinaliza a necessidade de contar com avaliação clínica de orientação, para atividades físicas com os objetivos de “identificar doenças de forma mais precoce, prevenir lesões e mal súbitos, além de orientar a atividade ideal para cada um”. Além disso, o profissional reafirma os benefícios de “ter um sono reparador; buscar o equilíbrio espiritual; e controlar fatores de risco como obesidade, estresse, ansiedade, depressão e diabetes”.

Continue lendo
Propaganda
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Fonte de dados meteorológicos: Wetter 30 tage
Publicidade

Copyright © 2021 Correio Paraense todos os direitos reservados.