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Carimbó – Um ritmo, uma dança, uma identidade

Foto: Divulgação / Fonte: Redação Correio Paraense

O carimbó é uma dança de roda Amazônia, sendo um patrimônio cultural brasileiro. Originado no século XVII, no estado do Pará, que nasceu das mãos calejadas e dos pés descalços dos agricultores paraenses.

No dia 11 de novembro de 2015, essa dança folclórica paraense recebeu oficialmente a titulação de Patrimônio Cultural do Brasil, pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

Outro fato interessante sobre o carimbó é que, no Pará, o dia 26 de agosto é Dia Municipal do Carimbó. Esse é o dia de nascimento do Mestre Verequete, músico que ficou conhecido como Rei do Carimbó.

A palavra “carimbó” é de origem indígena. Do tupi korimbó (pau que produz som) resulta da junção dos elementos curi, que significa “pau”, e mbó, que significa “furado”.

O nome faz referência ao curimbó, principal instrumento musical utilizado nessa manifestação folclórica. O curimbó é uma espécie de tambor tocado com as mãos, feito com um tronco escavado e oco. O milheiro e as maracas completam a sonoridade indígena.

A dança de passos miúdos, em roda, também vem da tradição dos índios, mas não seria de todo Brasil se não tivesse mistura. No rebolado sensual está a herança do sangue negro, presente ainda no batuque acelerado e no som do banjo. Do branco europeu vem o saxofone, a flauta ou o clarinete. O jeito de dançar em rodopios, com a formação de casais, é bem português.

O costume da dança surgiu com o hábito dos agricultores e dos pescadores que, ao fim dos trabalhos diários, dançavam ao ritmo do tambor. Hoje em dia não existe data específica para ser dançado, embora sempre aconteça nos festejos juninos e nas festas típicas do estado, mas toda hora pode ser hora de dançar um carimbó.

A vestimenta é uma das características do carimbó que mais se destacam. As mulheres usam saia rodada estampada, blusa de cambraia branca, colares coloridos e uma flor no cabelo. Os homens, calça curta de pescador e camisa estampada. Os dançarinos bailam descalços.

A coreografia começa com o homem batendo palmas para a mulher. É o convite para a dança. O grupo forma uma roda. As dançarinas fazem movimento circular com a saia. A intenção é atirar a saia sobre a cabeça de seu par. O papel do homem é evitar que ela consiga. A vitória, dela, seria a desmoralização do homem, que seria obrigado a se retirar do local da dança.

Vem dançar carimbo, o ritmo que contagia, a dança que anima, deixa a música te levar no passo que te faz girar!

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