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BELÉM

Hospital troca corpos de pacientes e família enterra pessoa errada em Abaetetuba

Caso aconteceu no último domingo (28), no Hospital Porto Dias em Belém

Foto: Reprodução / Fonte: Correio Paraense

Um hospital particular de Belém trocou os corpos de dois pacientes que faleceram no último domingo (28).

Familiares relatam que ao tentarem a liberação do corpo da senhora aposentada Doralice Oliveira Martins, de 65 anos, que morreu em decorrência de um aneurisma, os familiares denunciaram que o corpo da idosa desapareceu da instituição de saúde e só foi encontrado, várias horas depois, no município de Abaetetuba.

Além da dor da perda, os familiares da idosa se viram desesperados diante da falta de informações  sobre o paradeiro do cadáver, que havia simplesmente sumido. Segundo os mesmos, a aposentada, que morava no bairro da Pedreira, passou mal na noite do último sábado (27), e foi levada com urgência para o Hospital Porto Dias. Ela não estava doente, ela passou mal. Depois anunciaram que ela tinha falecido. Falaram que no final da tarde poderia vir buscar o corpo”, denunciou a cunhada da aposentada, Silvia Martins.

“Deram um laudo, mas não explicaram exatamente como foi, porque foi. Falaram que no final da tarde poderia vir buscar o corpo. Acionamos a funerária, tudinho, só que quando se chegou ao hospital, eles não deram resposta sobre o corpo. O corpo tinha desaparecido. Eles já deram várias explicações, mandaram advogado. Depois de várias horas disseram que encontraram o corpo em Abaetetuba. Outra família foi buscar”,

detalhou a família

Devido a morte por Covid-19 o caixão não foi aberto durante o enterro em Abaetetuba por risco de contaminação e, por isso, a família do rapaz só percebeu o erro ao receber uma ligação do hospital durante a noite de domingo (28). A família da aposentada afirma que vai entrar na Justiça contra o hospital.

Hospital ainda não se pronunciou


Segundo narra a família, o hospital alegou ainda que a família de Abaetetuba chegou a ver o corpo. “Eles falaram que uma funerária vai trazer de volta o corpo, mas até agora a gente não sabe se de fato é o corpo dela ou não”, denuncia Silvia Martins. “Além de todo o sofrimento pela perda, ainda tem todo esse constrangimento, esse transtorno, não só a nossa dor, como da outra família que levou o corpo, gastou com funerária, já tinha sepultado, na gaveta…. É um desespero ficar um dia todinho sem informação nenhuma, sem saber nada, é horrível para a gente, é um desrespeito também”, lamentou. 

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