SAÚDE
Poli Metropolitana oferta 300 mamografias e 300 consultas na mastologia em programação do Outubro Rosa
No decorrer do mês de outubro, 300 mulheres com idade de 50 anos ou mais serão acolhidas na Policlínica Metropolitana, em Belém, para o atendimento no serviço de mastologia da unidade, como parte da mobilização em torno da campanha Outubro Rosa, promovida pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). A unidade é referência do Governo do Estado na resolutividade diagnóstica às diversas patologias. A programação tem como finalidade intensificar as informações sobre o acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento no Estado visando à redução da mortalidade pela doença.
Para a diretora executiva da Poli Metropolitana, Liliam Gomes, a campanha terá como objetivo o fortalecimento das ações preventivas no Estado que ajudam a salvar vidas. “Durante este mês, a unidade está completamente ornamentada com adereços cor de rosa, para lembrar aos nossos usuários sobre a necessidade do cuidado com a saúde feminina. Disponibilizamos, desde o início do mês, 300 consultas na mastologia e 300 exames de mamografia para garantir o acesso da mulher aos cuidados e prevenção do câncer de mama, que é a segunda maior causa de morte entre as mulheres no Pará, seguido do câncer de colo de útero”, destacou a gestora.
“Lembramos que o serviço de mastologia não é apenas disponibilizado durante o mês de outubro. Mas, estamos sempre fazendo parte dessa campanha do Outubro Rosa para garantir que a mulher tenha acesso ao serviço de qualidade no cuidado com a sua saúde. O acesso é através das ações do TerPaz e da atenção básica de saúde, através do encaminhamento da rede”, detalhou Liliam Gomes.
Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelas próprias mulheres. A recomendação é que cada uma conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de qualquer alteração. “Ainda é um enfrentamento para o Estado reduzir esse índice e conscientizar as mulheres sobre a importância do autocuidado e a busca do acesso tanto ao especialista quanto para a realização do exame de prevenção. E ao primeiro sinal e/ou alteração na sua mama a mulher deve procurar o serviço de saúde”, enfatizou Liliam Gomes.
Estatísticas
No Pará, o câncer de mama vitimou fatalmente 216 mulheres ao longo de 2021. Segundo dados da Sespa, 2020 foram registrados 330 óbitos e, em 2019, 315. Em relação à incidência de casos, o número segue em declínio pelo segundo ano consecutivo. Em 2019, foram 677 casos e desceu para 646 ocorrências em 2020. Neste ano, até o momento, já são 299 casos. Sobre as faixas etárias, os indicadores apontam que a doença tem sido maior entre mulheres de 50 a 59 anos (28%), seguidas por 40 a 49 anos (27%) e 60 a 69 anos (21%), levando em conta os casos ocorridos entre 2019 e 2020.
“Atualmente o SUS disponibiliza 27 serviços de mamografia em todas as regiões de saúde do Estado. Mas, a principal problemática continua sendo a dificuldade do acesso às localidades. O momento é de muito desafio para a saúde pública, já que a pandemia afastou muitas mulheres das consultas e das medidas de prevenção contra o câncer de mama”, relata Patrícia Martins, coordenadora estadual de Oncologia da Sespa.
Para o secretário de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, a campanha Outubro Rosa deste ano, vem como um desafio para a saúde pública, já que a pandemia da covid-19 afastou muitas mulheres das consultas e das medidas de prevenção contra o câncer de mama.
“Nosso objetivo é massificar a informação de quanto é importante que as mulheres se cuidem precocemente. A ida ao médico, o autoexame, são armas fundamentais neste combate ao câncer de mama. A Poli Metropolitana é uma grande aliada nesta luta. É uma unidade do Governo do Estado referência em diagnóstico de forma célere a assertiva, com equipamentos de alta qualidade para a realização de exames de imagem e consultas com profissionais renomados em sua área de atuação”, observou o titular da pasta.
Tratamento
A mastologista Mary Helly Valente, coordenadora do serviço na Poli, destaca que segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a mulher deve começar os seus exames de rastreamento, a partir dos 40 anos de idade, se não tiver histórico familiar. Caso ela tenha, essa idade reduz, conforme a avaliação e a indicação do seu mastologista. “Sim, o câncer de mama tem cura, principalmente com ele é detectado precocemente, as chances de cura chegam a 95%. Reforço mais uma vez a importância de realizar os exames, a mamografia, que é o exame da prevenção secundária, detectando lesões iniciais ainda não palpáveis, as chances de cura são muito grandes”, destacou a médica.
A especialista aponta, ainda, que o tratamento é variável e individualizado, de acordo com o estado clínico da paciente. “Nos estágios iniciais é possível tratar apenas com a cirurgia. Em situações mais avançadas é necessário fazer quimioterapia, radioterapia e dependendo do tipo de câncer é necessário usar a hormonioterapia, por meio de medicação via oral, podendo fazer uso dela de 5 a 10 anos, dependendo do tipo de câncer. O mais importante é saber que independentemente do tipo de câncer existe tratamento, ressaltando que quanto mais precoce o câncer é diagnosticado, mais elevadas são as chances de cura”, observou Mary Helly Valente.
São considerados sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama e de referência urgente para a confirmação diagnóstica:
– Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos.
– Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual.
– Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade.
– Descarga papilar sanguinolenta unilateral.
– Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos.
– Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral.
– Presença de linfadenopatia axilar.
– Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.
– Retração na pele da mama.
– Mudança no formato do mamilo.
Texto: Roberta Paraense/Policlínica Metropolitana
Por Luana Laboissiere (SECOM)




