ESPORTES
Conheça os atletas paraenses que representam o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio
Delegação brasileira é composta por 13 atletas nativos dos estados da região Norte, sendo 7 paraenses
Quem tem madrugado ou acordado cedo para acompanhar os Jogos Paralímpicos de Tóquio, no Japão, já deve ter acostumado com a diversidade de atletas representando o Brasil nas competições. Mas você já parou para pensar na distribuição geográfica desses atletas?
Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a delegação brasileira conta com 260 atletas de todas as regiões do país, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 434 pessoas. Ao todos, os atletas paralímpicos representam o Brasil em 20 modalidades.
Apesar de todos vestirem a camisa do Brasil, quando a gente lista os atletas percebemos que 13 deles estão representando os estados da região Norte. Isso representa apenas 5% de toda delegação nacional.

ATLETISMO
Alan Fonteles – Marabá/PA

Devido a uma sepsemia, gerada por uma infecção intestinal, Alan teve de amputar as duas pernas aos 21 dias de vida. Começou a praticar o atletismo aos 8 anos. No começo, o paraense corria com próteses de madeira e, aos 15 anos, ganhou seu primeiro par de próteses de fibra de carbono para estrear nos Jogos Paralímpicos, em Pequim 2008.
Principais conquistas: Ouro nos 200m e prata nos 100m nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015; prata nos 200m e bronze nos 100m no Mundial de Atletismo de Doha 2015; atual recordista mundial nos 100m (10s57) e nos 200m (20s66); ouro nos 100m, 200m e 400m e prata no revezamento 4x100m no Mundial de Atletismo de Lyon 2013; ouro nos 200m nos Jogos Paralímpicos de Londres-2012; prata nos 200m e bronze nos 100m nos Jogos ParapanAmericanos de Guadalajara 2011; bronze nos 100m no Mundial de Christchurch 2011; prata nos 4x100m nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008.
Fernanda Yara da Silva – Curionópilis/PA

Fernanda tem má-formação congênita no braço esquerdo, abaixo do cotovelo. Ela competia no atletismo convencional e migrou para o paradesporto em 2008.
Principais conquistas: Bronze nos 200m e nos 400m nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019.
Jhulia Karol Fonseca – Terra Santa (PA)

Jhulia perdeu a visão devido a uma meningite quando tinha 9 anos. A paraense começou no atletismo aos 15 anos.
Principais conquistas: Ouro nos 400m nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019; prata nos 100m nos Jogos Parapan-Americanos Toronto 2015; bronze nos 100m no Mundial Doha 2015; bronze nos 100m no Mundial Lyon 2013; bronze nos 100m nos Jogos Paralímpicos Londres 2012; bronze nos 100m nos Jogos Parapan-Americanos Guadalajara 2011.
GOALBALL
Josemarcio Sousa – Santa Maria do Pará/PA

Josemarcio nasceu com distrofia no nervo ótico. O atleta conheceu o goalball por meio do irmão, também jogador, e a treinadora o convidou a experimentar o esporte, se tornando sua paixão. Foi convocado pela primeira vez para a Seleção em 2013.
Principais conquistas: Bicampeão nos Jogos Parapan-Americanos (Lima 2019 e Toronto 2015); ouro no Mundial de Goalball em Malmö 2018; bronze nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 e ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens 2013 na Argentina.
JUDÔ
Thiego Marques – Parauapebas/PA

Tem baixa visão por conta do albinismo. Thiego começou a praticar judô em 2011, aos 12 anos de idade.
Principais conquistas: Bronze nos Jogos ParapanAmericanos Lima 2019; bronze no Campeonato das Américas 2018 no Canadá; bronze no Campeonato das Américas 2017 em São Paulo; prata no Mundial de Jovens 2013 nos Estados Unidos; ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens 2017 em São Paulo.
NATAÇÃO
Lucilene Sousa – São Miguel do Guamã/PA

Lucilene nasceu com atrofia no nervo ótico, o que resultou em baixa visão. Antes de ser nadadora, jogou goalball por influência do irmão mais velho, Josermarcio, e conquistou uma medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens da modalidade, em 2017, em São Paulo. Depois disso, decidiu migrar para a natação paralímpica.
Principais conquistas: Prata nos 50m livre, 100m livre e 400m livre nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019.
VÔLEI
Bruna Nascimento – Belém/PA

Aos 24 anos, Bruna sofreu um acidente de moto e amputou a perna esquerda acima do joelho. Em 2016, experimentou o vôlei sentado após um treinador insistir por dois anos que ela fosse a um treino e, desde então, não parou de praticar a modalidade. Foi convocada pela primeira vez para a Seleção Brasileira no fim de 2019.
*com informações Portal Amazônia



