SAÚDE
Hospital Ophir Loyola alerta sobre cuidados com o câncer cerebral no Pará
Referência em oncologia na região Norte, HOL alerta para importância do diagnóstico precoce
O mês de maio, marcado pela campanha “Maio Cinza”, reforça a conscientização sobre o câncer cerebral, doença causada por mutações genéticas que levam à multiplicação desordenada das células e à formação de tumores no sistema nervoso central. No Pará, a incidência da doença segue como alerta à saúde pública, com estimativas de 2,91 novos casos a cada 100 mil homens e 2,77 a cada 100 mil mulheres.
Aproximadamente 228 pacientes estiveram em tratamento para câncer cerebral no Hospital Ophir Loyola (HOL) entre 2024 e abril de 2026. Além de conscientizar a população sobre os cuidados com a doença, o hospital também chama atenção para o câncer de ovário, outro importante desafio na área oncológica. Entre 2024 e março de 2026, cerca de 222 pacientes estiveram em tratamento da doença na unidade, referência em oncologia na região Norte.
Segundo o neurocirurgião do HOL, Dr. Reginaldo Brito, especialista em neuro-oncologia e radiocirurgia, existem dois tipos de tumores: os primários, que se originam no próprio sistema nervoso, e as metástases, quando o câncer começa em outra parte do corpo e se espalha até o cérebro.
“Os tumores primários surgem a partir de uma célula que perde o controle do crescimento e passa a se proliferar de forma desordenada, formando uma massa que comprime ou destrói o tecido cerebral. Já as metástases chegam pela corrente sanguínea e também passam a comprometer áreas do cérebro”, explicou.
Os sintomas variam conforme a região afetada, mas dores de cabeça persistentes ou que mudam de padrão, crises convulsivas, perda de movimentos, alterações na visão, audição ou olfato devem ser investigadas com atenção. De acordo com o especialista, embora não exista uma forma exata de prevenção, a identificação precoce dos sintomas é essencial para aumentar as chances de controle da doença.
“O mais importante é valorizar os sintomas e procurar assistência médica precocemente para realização de exames como tomografia e ressonância”, destacou.
HOL é referência no tratamento neuro-oncológico
Referência em oncologia na região Norte, o Hospital Ophir Loyola possui equipe especializada e estrutura para tratar tumores em diferentes regiões do cérebro. O serviço de neurocirurgia da unidade também é reconhecido pelo atendimento a casos complexos, especialmente tumores da base do crânio e da região da hipófise.
“Hoje, a neurocirurgia do HOL é referência no tratamento de câncer do sistema nervoso central e periférico. Temos subespecialistas e equipamentos capazes de tratar tumores em qualquer região do cérebro, realizando procedimentos comparáveis aos grandes centros oncológicos do Brasil”, afirmou Dr. Reginaldo.
O tratamento depende das características clínicas e radiológicas do tumor. Nos casos benignos, a cirurgia pode ser curativa. Já nos tumores malignos, além do procedimento cirúrgico, o paciente pode precisar de radioterapia e quimioterapia para controle da doença.

Paciente destaca acolhimento durante tratamento
Entre os pacientes atendidos está o engenheiro de produção Gabriel da Silva Muraro, de 27 anos, que voltou a enfrentar a doença duas décadas após a primeira cirurgia. Ele conta que precisou interromper a rotina profissional para priorizar o tratamento.
“Agora, por conta da gravidade, me deparei com um processo bem mais lento e delicado. Mesmo distante da família em alguns momentos, recebi todo o apoio da equipe e a melhor forma de tratamento aqui”, relatou.
Gabriel passou recentemente por uma nova cirurgia no HOL e destacou o acolhimento recebido durante o tratamento. “Não tenho do que reclamar do atendimento. A equipe trabalha com amor e da melhor forma possível”, concluiu.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Entre eles, os tumores do sistema nervoso central seguem como uma importante preocupação, com estimativa de mais de 11 mil novos casos anuais no país.
Com informações da Agência Pará.



