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Terras raras colocam o Pará no centro da disputa global, avisa Keniston. Governo rejeita estatal e aposta em setor privado.

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A estratégia brasileira para explorar terras raras entrou em nova fase após o governo federal descartar a criação de uma estatal voltada aos minerais críticos. A avaliação do ministro Márcio Elias Rosa é de que o marco regulatório atual já permite impulsionar o setor, desde que acompanhado de incentivos à inovação.

No Congresso, a discussão avança com a elaboração da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O relatório, conduzido pelo deputado Arnaldo Jardim, deve estabelecer a obrigatoriedade de investimentos em pesquisa e desenvolvimento por parte das mineradoras, em percentual que varia de 0,5% a 1% da receita bruta.

A medida busca reposicionar o Brasil em uma cadeia global altamente competitiva e concentrada, principalmente na Ásia. A crescente demanda por insumos usados em tecnologias de baixo carbono ampliou o interesse internacional por países com reservas minerais relevantes.

O deputado federal Keniston Braga (MDB-PA) tem defendido uma mudança de enfoque na política mineral brasileira, com maior ênfase na agregação de valor dentro do país.

“Não faz sentido o Brasil continuar sendo apenas fornecedor de minério bruto. Precisamos industrializar aqui e gerar emprego no nosso território”, afirmou.

Para ele, o Pará reúne condições para liderar esse processo, mas ainda carece de políticas mais robustas. “A riqueza mineral precisa se transformar em qualidade de vida para quem vive nas regiões produtoras, especialmente na Amazônia”, disse.

O deputado também destaca a importância estratégica das terras raras no cenário internacional. “Estamos falando de minerais estratégicos para o futuro da indústria global. O Brasil não pode abrir mão do controle sobre essas riquezas”, afirmou.

Apesar das críticas de ambientalistas sobre os riscos da exploração em larga escala, Braga defende equilíbrio entre desenvolvimento e preservação. “É possível explorar com responsabilidade. O que não podemos é deixar de aproveitar esse potencial por falta de decisão política”, declarou.

A discussão reflete um dilema maior: como transformar recursos naturais em desenvolvimento sustentável. Na avaliação do parlamentar, a resposta passa por planejamento e protagonismo. “O Brasil precisa decidir se quer ser protagonista ou coadjuvante nessa nova economia. Eu defendo que sejamos protagonistas, com responsabilidade e visão de futuro”, afirmou.

Com o avanço das políticas públicas e o interesse global crescente, o país se aproxima de uma decisão estratégica. Manter-se como exportador de commodities ou consolidar uma indústria capaz de competir no cenário tecnológico internacional.

Da Assessoria Parlamentar, texto e fotos

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