PARÁ
Relações pessoais fortalecem saúde mental e aumentam expectativa de longevidade no Pará, aponta estudo
Um estudo recente reforça aquilo que especialistas em saúde mental vêm destacando há anos: relações pessoais saudáveis são fundamentais para o bem-estar emocional e para uma vida mais longa. No Pará, dados do Indicador de Longevidade Pessoal, divulgado pela Bradesco Seguros no final de 2025, revelam como a qualidade dos vínculos sociais impacta diferentes gerações.
De acordo com o levantamento, 87% das pessoas com mais de 50 anos no estado afirmam estar satisfeitas ou muito satisfeitas com suas relações pessoais. Em contraste, o estudo mostra um sinal de alerta entre os mais jovens: 21% das pessoas de 18 a 29 anos declararam insatisfação com seus vínculos sociais.
Para os pesquisadores, esse recorte geracional ajuda a explicar por que fatores como autoestima, apoio emocional e sensação de pertencimento estão diretamente ligados a melhores expectativas de longevidade. “Ao longo da vida, as pessoas tendem a fortalecer seus laços, selecionar melhor suas relações e desenvolver maior inteligência emocional, o que reflete positivamente na saúde mental”, aponta a análise do estudo.
O levantamento também traz um recorte por gênero no Pará. As mulheres apresentam maior índice de autossatisfação (42%), em comparação aos homens (39%). O dado sugere que o cuidado emocional, a valorização do autocuidado e a manutenção de redes de convivência podem ser fatores que se intensificam com o passar dos anos, especialmente entre o público feminino.
Especialistas destacam que o fortalecimento das relações interpessoais — seja no ambiente familiar, social ou comunitário — é um dos pilares para um envelhecimento mais saudável. Além de reduzir quadros de solidão e ansiedade, vínculos afetivos consistentes contribuem para a estabilidade emocional, prevenção de doenças mentais e melhoria da qualidade de vida.
O estudo reforça ainda a importância de políticas públicas e iniciativas sociais que incentivem a convivência, o diálogo intergeracional e o cuidado com a saúde mental, especialmente entre os jovens, grupo que apresenta maior vulnerabilidade emocional segundo os dados.
Em um cenário de vida cada vez mais acelerada e digital, o levantamento deixa uma mensagem clara: cultivar boas relações é investir em saúde, bem-estar e longevidade.



