BRASIL
Acidente tira a vida de Irmã Henriqueta, símbolo da luta social no Marajó
Um trágico acidente rodoviário ocorrido na tarde de sábado (10), na BR-230, na Paraíba, resultou na morte de Irmã Henriqueta, uma das figuras mais emblemáticas da luta por direitos humanos no Pará e na Amazônia. A religiosa tinha 64 anos e dedicou a maior parte de sua vida à defesa de crianças, adolescentes e mulheres em situação de extrema vulnerabilidade.
Reconhecida pelo trabalho firme e incansável no Marajó, Irmã Henriqueta se notabilizou por denunciar crimes que historicamente permaneciam invisíveis, como a exploração sexual infantil e o tráfico humano. Sua atuação direta em territórios de risco a colocou, por diversas vezes, sob ameaça, o que levou à inclusão no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos.
O acidente ocorreu enquanto ela se deslocava entre cidades paraibanas. O carro capotou em um trecho da rodovia federal, e a freira não resistiu aos ferimentos. Outras pessoas que estavam no veículo sobreviveram e seguem internadas.
Ao longo de sua trajetória, Irmã Henriqueta recebeu prêmios, homenagens e reconhecimento público por sua atuação ética e destemida. Em 2025, foi homenageada por instituições nacionais como uma das mulheres mais inspiradoras da Amazônia.
A notícia da morte provocou manifestações de pesar de autoridades, organizações sociais, artistas e lideranças religiosas. Para muitos, sua partida representa uma perda irreparável para a defesa dos direitos humanos no Brasil.
O velório deverá ocorrer em Belém, com posterior sepultamento em Soure, município onde construiu grande parte de sua história. O legado, no entanto, permanece vivo nas redes de proteção que ajudou a criar e nas vidas que transformou.
Da Agência da casa




