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“Mangueirão” quebrou o silêncio de 32 anos

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No domingo (23), o Clube do Remo escreveu uma página histórica no futebol paraense. No palco do Estádio Olímpico do Pará – Jornalista Edgar Proença, mais conhecido como Mangueirão, o Leão Azul conquistou o acesso à Campeonato Brasileiro Série A após 32 anos de espera, vencendo o Goiás Esporte Clube por 3 a 1.

Com impressionantes 49.706 torcedores presentes, o jogo se transformou em mais do que uma partida: virou uma festa e uma consolidação de força de torcida, clube e cidade. Para o Pará, para Belém e para o futebol do Norte brasileiro, trata-se de um marco — o Remo volta à elite nacional, e com autoridade.

O clima antes e depois da partida

Desde cedo, o sábado mostrou sinais de que algo maior se desenhava: todos os ingressos para arquibancadas e cadeiras laterais já estavam esgotados, restando apenas opções limitadas na parte mais elevada do estádio. No dia do jogo, as arquibancadas tomaram tons de azul-marinho e branco, o canto “Remo, Remo” ecoava forte, e o estádios parecia respirar junto com a torcida. A pressão era a favor do Leão, que sabia que o acesso estava em suas mãos. Após o apito final, a festa tomou conta — gols, jogadores se ajoelhando, a torcida invadindo o gramado, abraços, lágrimas e o misto de alívio e êxtase pela conquista.

A virada que garantiu o sonho

A partida começou com o Goiás abrindo o placar, colocando tensão no ambiente. Mas o Remo não se abateu. Os paraenses assumiram o controle aos poucos e puxaram a virada. Na segunda etapa, o Leão esteve mais presente no ataque e soube aproveitar os momentos decisivos.

O placar final – 3 a 1 – garantiu não só a vitória, mas o retorno à elite nacional, com autoridade. Jogadores como Pedro Rocha e João Pedro foram destaques, participando diretamente dos gols que marcaram o retorno. Na coletiva, o técnico Guto Ferreira exaltou o empenho dos atletas, do clube e a força da torcida: “Sem essa torcida, não teríamos transformado a oportunidade em conquista”.

O impacto para o futebol paraense e a torcida

A conquista do Remo tem um significado além do campo: representa o ressurgimento do futebol paraense no cenário nacional. O Norte do Brasil, frequentemente marginalizado nas grandes divisões, volta a ter representante na Série A — algo que traz visibilidade, investimento e orgulho regional.
Para a torcida, o “Fenômeno Azul” intensifica seu papel: uma massa vibrante, fiel, que mostrou que pode pressionar o gramado e o adversário para alcançar grandes feitos. A presença de quase 50 mil pessoas num domingo à tarde evidenciou que o estádio Mangueirão é, de fato, um palco grandioso.

Além disso, houve reflexos econômicos e sociais: bares cheios, transporte movimentado, mídia local em peso — e a perspectiva de que jogos da Série A tragam mais público, mais mídia, e mais protagonismo para o Pará.

O que vem pela frente e a responsabilidade no topo

Com o acesso confirmado, o Remo agora entra em outra dimensão competitiva. A Série A exige profundidade, estrutura, planejamento e investimentos. A diretoria azulina terá que reforçar elenco, logística, infraestrutura e foco para conseguir se manter na elite e não tratar o retorno apenas como um momento simbólico, mas como o início de uma nova fase.

Para o estádio Mangueirão, a exigência também cresce: capacidade, conforto, segurança e operação terão que estar à altura de jogos maiores. Já o torcedor, que viveu domingo mágico, terá que manter a chama acesa — porque o desafio agora é outro.

E assim, a festa no domingo não é apenas o final de uma espera de 32 anos — mas o início de uma nova história para o Remo, para Belém, e para o futebol do Pará.

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