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AMAZÔNIA

Para 65% dos brasileiros a Amazônia ainda é um mistério

Painel “O que o Brasil pensa da Amazônia” da ASSOBIO mostra que a floresta segue no imaginário nacional como “pulmão do mundo”, mas a COP30 pode romper com esse estereótipo

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Foto: Antônio Cinta Larga | Fonte: Temple Comunicação.

A maioria dos brasileiros ainda enxerga a Amazônia como um território distante, mítico e intocável. É o que mostra a pesquisa “O que o Brasil pensa da Amazônia”, encomendada pela Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia (ASSOBIO), em parceria com a FutureBrand São Paulo e apoio do Fundo Vale.

A pesquisa será o foco principal do painel “O que o Brasil pensa da Amazônia”, que será realizado no dia 19, às 10h, no barco Banzeiro da Esperança, ancorado no Porto Futuro II, em Belém. Entre os dados da pesquisa, um deles chama a atenção: 65% dos brasileiros afirmam desconhecer a Amazônia, seja por nunca terem visitado ou por só acompanharem quando a floresta vira notícia nacional. O levantamento revela também o que os brasileiros sentem pela Amazônia: 47% sentem admiração, 39% orgulho e 27% fascínio.

Outro dado surpreendente é que apenas 35% reconhecem que há grandes cidades na Amazônia. “A Amazônia não é só desmatamento e problemas ambientais. Existe um modelo econômico chamado de sociobioeconomia que comprova que é possível desenvolver e produzir com os insumos da floresta, gerar renda, conservar a natureza e fortalecer comunidades locais. É isso que estamos mostrando nesta COP”, destaca Paulo Reis, presidente da ASSOBIO.

O estudo também aponta que o termo bioeconomia ainda é pouco conhecido dos brasileiros. Só 34% dizem compreender o conceito, geralmente associado à sustentabilidade. Mesmo assim, 82% acreditam ser possível desenvolver a Amazônia sem destruí-la, e 83% enxergam no consumo de produtos amazônicos uma forma de apoiar comunidades locais.

O consumo, porém, ainda é restrito: 54% não encontram produtos amazônicos onde vivem, e 34% não sabem identificá-los. Por outro lado, 84% confiam em selos e certificações para garantir origem e responsabilidade ambiental, e 42% demonstram interesse em consumir produtos da bioeconomia, especialmente de alimentação (84%) e cosméticos (80%).

A pesquisa foi lançada durante a Climate Week, em Nova York, e serve como termômetro para o debate que deve ganhar força para além do período da COP30, em Belém. “A Amazônia não cabe em um único modelo. É um território diverso, com realidades e maturidades socioeconômicas muito distintas. Por isso, nosso foco tem sido construir arranjos de impacto positivo adaptados às realidades e necessidades de cada localidade. A COP está aproximando o mundo, mas especialmente o Brasil, da Amazônia”, afirma Márcia Soares, gerente de Amazônia e Parcerias do Fundo Vale.

O levantamento reforça que, mais do que um bioma, a Amazônia é um espelho do país e pode se tornar um modelo econômico para o mundo.

Serviço: O painel “O que o Brasil pensa da Amazônia” será realizado no dia 19/11, às 10h, no Barco Banzeiro da Esperança, que está ancorado em frente ao Porto Futuro II. Quer conhecer a pesquisa completa? Acesse o site: https://assobio.org

Mais sobre a ASSOBIO
A ASSOBIO é uma associação representativa, que reúne 126 pequenos e médios empreendimentos, que visam proteger e promover a sociobiodiversidade da Amazônia, integrando aspectos socioeconômicos e ambientais. Fundada em 2023, é resultado de um ecossistema cada vez mais importante na região e que incentiva uma economia verde, que gera emprego e renda nas cidades amazônicas. Os 126 negócios somados geram mais de R$52 milhões em renda por ano; mais de mil empregos diretos e promovem o impacto positivo em mais de 70 mil pessoas. Acesse o site: www.assobio.org

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