BELÉM
Crise na hospedagem ameaça COP30 em Belém, alerta presidente do evento
Embaixador André Corrêa do Lago diz que países pediram que evento fosse transferido por causa de preços abusivos
A pouco menos de um ano da realização da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da conferência, soou o alarme sobre uma crise que pode comprometer o evento em Belém: os preços exorbitantes da rede hoteleira. Segundo ele, alguns países chegaram a solicitar que o evento seja transferido da capital paraense, devido à dificuldade em garantir hospedagem a preços razoáveis.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (31) durante um evento do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), promovido pela Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE), no Rio de Janeiro. “Os preços estão completamente abusivos. Isso não é sustentável para um evento desse porte”, afirmou Corrêa do Lago.
Governo tenta conter os impactos
De acordo com o presidente da COP30, o governo federal, por meio da Casa Civil, está coordenando uma força-tarefa para negociar com o setor hoteleiro e conter os preços antes que a situação afete ainda mais a imagem do evento. A expectativa é que a pressão institucional leve o setor a rever a política de preços.
“Estamos tentando resolver isso com urgência. É uma questão crítica que precisa ser enfrentada agora, porque já está afetando a percepção internacional da conferência”, disse o embaixador.
Um desafio para a imagem de Belém
A COP30, que reunirá chefes de Estado, cientistas e ambientalistas do mundo todo em 2025, é uma grande oportunidade de projeção internacional para Belém e para a Amazônia brasileira. A cidade foi escolhida por representar o centro do debate climático global — mas, diante da atual crise de hospedagem, há receio de que a logística do evento se torne inviável para muitas delegações.
A rede hoteleira ainda não se pronunciou oficialmente sobre a fala do embaixador. Mas a pressão aumenta para que sejam apresentadas alternativas viáveis, como parcerias públicas, tabelamento temporário ou liberação de hospedagens alternativas regulamentadas.



