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Pesquisador paraense, Rodrigo Schumacher, desenvolve protocolo ‘Poraquê’ inovação que poderá auxiliar na intubação de pacientes em UTIs

O fonoaudiólogo aprovou a dissertação de mestrado pela Faculdade Israelita Albert Einstein, em São Paulo

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Crédito da foto: Kássio Geovanne

Na tarde desta quinta-feira, 29, o fonoaudiólogo paraense, Rodrigo Schumacher, 28 anos, defendeu a dissertação e se tornou mestre em Ensino em Saúde pela Faculdade Israelita Albert Einstein, em São Paulo, com o tema: “Eletroestimulação transcutanea no músculo cricoaritenoídeo posterior, por meio de nasofibrilolaringoscopia: elaboração de protocolo e manual para a capacitação de profissionais da saúde”, batizado também como “Protocolo Poraquê”, fazendo referência ao peixe Amazônico. A técnica promete auxiliar a medicina, conferindo à equipe medico-hospitalar uma nova abordagem que facilitará a intubação oro-traqueal de pacientes, garantindo acesso com mais rapidez e segurança.

A dissertação proposta pelo fonoaudiólogo, poderá auxiliar a medicina, já que em termos práticos a proposta da técnica é usar a eletroestimulação (corrente elétrica, já amplamente usada em tratamentos terapêuticos) para a intubação em casos de via área difícil, ou seja, com o “choque” elétrico os músculos da região oro-traqueal (garganta) se afastam abrindo passagem para o tubo flexível e permitindo que o paciente seja intubado, com menores riscos de lesões e maior eficiência, em situação de hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Sobre os resultados e importância do estudo a pesquisa com o Protocolo Poraquê mostrou que ele pode ajudar a abrir a região da garganta, por onde o ar passa para os pulmões. Esse resultado pode trazer grandes avanços para o trabalho dos fonoaudiólogos em ambientes hospitalares e UTIs”, disse Rodrigo Schumacher.

A Professora Dra Milena Siciliano Nascimento Sass de Carvalho, membro da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, do Departamento de Práticas Assistenciais e Especialista Fisioterapia Respiratória, é orientadora de Rodrigo e reforça a mensagem da pesquisa defendida.

“A ideia deste projeto surgiu da necessidade de técnicas que auxiliasse os médicos no ambiente de terapia intensiva a intubar pacientes em situações especiais nas quais as condições do paciente dificultam este procedimento que é primordial para salvar a vida do paciente. Mas antes de estudarmos a eletroestimulação no ambiente de terapia intensiva era necessário criar um protocolo eficaz para abertura de via aérea e foi isso que está projeto realizou: criou um protocolo e avaliou a efetividade em voluntários saudáveis”, completou.

Rodrigo, além de fonoaudiólogo, também é cantor, formado em canto lírico pelo Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG) e tem especialização em Fonoaudiologia Hospitalar e em Voz pela PUC-RJ. Atualmente, continua pesquisando sobre a aplicação do Protocolo Poraquê, técnica inovadora de eletroestimulação, e também desenvolve o método próprio e exclusivo para alta performance vocal “LAV”, voltado para o cuidado da voz profissional, especialmente de cantores.

Com apenas 28 anos, o jovem paraense se orgulha da sua trajetória e conta que a sua pesquisa teve indicação e estímulo para continuação no Doutorado no Einstein. Orgulhoso e emocionado, deixa um recado: “Essa pesquisa mostra que a ciência pode ser acessível, criativa e profundamente conectada com a realidade das pessoas. A saúde precisa de inovação, mas também de sensibilidade. Aos jovens da Amazônia e do Brasil inteiro: nunca deixem de acreditar que suas ideias têm valor. A ciência também se faz com sotaque, com identidade, com coragem de propor o novo”, finalizou o pesquisador Amazônida.

Serviço – Paraense desenvolve protocolo ‘Poraquê’ com recomendações ao Doutorado em SP

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