PARÁ
“A população está morrendo”: Paralisação das obras do Hospital Regional de Cametá é alvo de críticas na Câmara Municipal
Em discurso realizado na última quarta-feira (23), a vereadora Sirley Ribeiro usou a tribuna da Câmara Municipal de Cametá, no nordeste paraense, para fazer um apelo aos colegas parlamentares: unir forças em defesa da retomada das obras do Hospital Regional de Cametá, que seguem paralisadas. A parlamentar destacou a urgência do tema, ressaltando o drama enfrentado por pacientes e profissionais de saúde na região.
“Já convidei uma vez os nobres vereadores. São 17. Já convidei pra gente se unir e conversar com o governador sobre a reforma do Hospital Regional, porque está todo mundo lutando. Os médicos, os enfermeiros, mas a gente tem que lutar, tem que se unir, porque no meu celular, talvez no de vocês também, as mensagens são desesperadoras ‘Me ajude, pelo amor de Deus’, ‘Consegue esse leito pra mim’”, declarou Sirley Ribeiro durante a sessão.
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A vereadora também destacou que, embora as solicitações de liberação de leitos sejam recorrentes, a responsabilidade pelo atendimento é do governo estadual. “Quem libera leito é a central do estado, não é o município. A gente tem que cobrar do estado? Temos! Temos que cobrar dos nossos deputados. Eu falo com a central do estado e relato a situação. Peço, pelo amor de Deus libera esse leito, nos ajude. Mas não é só isso. A gente tem que abrir os olhos”, alertou.
Durante o pronunciamento, Sirley Ribeiro lembrou que o Hospital Regional de Cametá deveria ser uma solução para a crise na saúde pública local, mas a paralisação das obras impede que ele cumpra essa função. “A gente está com o Hospital Regional aí. Hospital do Baixo Tocantins. Por que o medo de falar pela população que está morrendo? Vamos nos unir”, reforçou.
A parlamentar também criticou a priorização de interesses políticos em detrimento da saúde da população. “É briga por causa de prefeito. Já tem até pesquisa para outro prefeito. O que é isso? Enquanto isso, os nossos pacientes estão aí”, lamentou.
Por fim, Sirley cobrou uma ação imediata dos vereadores e propôs uma reunião após a sessão para discutir medidas concretas. “Eu vou cobrar sim porque eu estou aqui para isso. Eu solicito, presidente, que depois dessa sessão a gente possa se reunir e conversar sobre isso. Eu acho louvável estar se organizando para ir para Brasília tratar do asfalto, mas acho também salvar vidas”, concluiu.



