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UTI pediátrica do Hospital Riomar ganha brinquedoteca

Espaço é o primeiro a ser inaugurado da rede hospitalar da Hapvida NotreDame Intermédica no Pará e é utilizado de forma lúdica na reabilitação infantil

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Foto: Reprodução | Fonte: NM Comunicação

Já está em funcionamento a nova brinquedoteca da UTI pediátrica do Hospital Riomar, da Hapvida NotreDame Intermédica, cujo objetivo é propor que atividades lúdicas sejam introduzidas nas rotinas de cuidados ao paciente, com a finalidade terapêutica, a fim de minimizar ou prevenir atrasos no desenvolvimento da criança e até mesmo otimizar para que o tempo de internação não provoque traumas psicológicos.

O espaço é o primeiro a ser inaugurado pela empresa no Pará. “A Criação do Cantinho Terapêutico/Brinquedoteca na nossa UTI Pediátrica veio com intuito de desconfigurar a aparência de uma UTI adulto, trazendo o encanto e a essência da criança, tornando o ambiente mais sereno, com a finalidade de tornar o tratamento mais leve e aceitável para a criança”, explica a coordenadora da UTI Neonatal e Pediátrica do Hospital Riomar, Daniella Souza.

Para a fisioterapeuta do Hospital Riomar, Samantha Ribeiro, o período de internação hospitalar provoca mudanças importantes que afetam o desenvolvimento motor e psicológico da criança. “A brinquedoteca é um atrativo para a realização das atividades, uma vez que retoma a principal atividade de preferência de uma criança, que é o brincar. A interação com os profissionais durante o processo fortalece a confiança do paciente com o terapeuta e, assim, recusas ao atendimento são eliminadas em sua grande maioria”, ressalta.

A brinquedoteca conta com tatame, brinquedos e materiais para desenho e pintura. “Com base terapêutica, cada estímulo é adaptado de forma a trabalhar a funcionalidade e a cognição do paciente. Os exercícios, ao invés de serem realizados no próprio leito, ganham o espaço do tatame colorido, e atividades de ‘pegar’ um brinquedo ou montar peças em blocos se tornam grande instrumento de trabalho para estimular fortalecimento, motricidade e raciocínio destes pacientes dentro de um ambiente de alta complexidade, com rotinas por vezes intensas, dependendo da gravidade dos pacientes internados”, esclarece a fisioterapeuta.

Segundo Samantha, avanços significativos já puderam ser observados na evolução dos pacientes internados. “Eu pude acompanhar uma paciente de sete anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que, devido a crises convulsivas, havia perdido parcialmente a movimentação dos membros da parte direita do corpo, o que reduziu sua funcionalidade e independência, deixando-a acamada. Após o controle do quadro convulsivo, estimulamos a realização da fisioterapia motora fora do leito, na qual utilizamos o espaço da brinquedoteca. Sua movimentação foi sendo recuperada com o uso de atividades de pintura e com os brinquedos de encaixe, além do ganho importante de controle de tronco e cervical com as condutas introduzidas no espaço”, conclui a profissional.–

Texto: Vanessa Lago

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