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SAÚDE

Obesidade e saúde mental: entenda a relação

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Foto: Reprodução | Fonte: NM Comunicação

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo são obesas. Estima-se que até 2025, aproximadamente 167 milhões de pessoas estarão acima do peso ou obesas. De acordo com a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), cerca de 60% dos pacientes com obesidade no País sofrem com algum distúrbio psiquiátrico. Diante desse quadro, no dia 04/03, é comemorado o Dia Mundial da Obesidade, cujo objetivo é conscientizar a população quanto à prevenção e orientar as pessoas a buscarem um tratamento adequado, contribuindo para a melhora da qualidade de vida.

Ainda de acordo com a OMS, a obesidade é uma doença crônica, que ocorre devido ao acúmulo excessivo de gordura que traz inúmeros prejuízos à saúde. A nutricionista do grupo Hapvida NotreDame Intermédica, Carol Raposo, explica quais fatores podem influenciar no crescente número de pessoas obesas. “Podemos citar fatores econômicos, culturais e genéticos, porém, o mais predominante é a mudança de hábitos alimentares e a falta de atividade física. Uma alimentação balanceada, a adoção de um estilo de vida mais saudável e a prática de alguma atividade física, sempre garante resultados positivos”.

Além dos problemas relacionados à saúde, como pressão alta, problemas cardíacos, veias e artérias entupidas, diabetes, entre outros, o estigma da obesidade gera consequências psicológicas que contribuem ainda mais no ganho de peso através da ansiedade, depressão, transtornos alimentares e diminuição da autoestima. Todos esses fatores contribuem com o distanciamento das pessoas de hábitos saudáveis. A orientação de um especialista é de fundamental importância dentro desse contexto.

O psicólogo do Grupo Hapvida NotreDame Intermédica, Carol Costa, enfatiza que os seres humanos são seres emocionais, cujas emoções estão suscetíveis a diversos fatores. “Dentro do nosso cérebro há o sistema límbico, responsável por nossas emoções. Quando algo não vai bem, esse sistema é ativado e o nosso comportamento altera, o que pode desencadear uma compulsão alimentar ou até mesmo a restrição dela, como a anorexia, que é o caminho contrário da obesidade. Podemos citar também a ansiedade, a depressão e a distorção da imagem corpórea, que levam as pessoas a comportamentos radicais, como dietas e cirurgias loucas que vão prejudicar ainda mais a saúde da pessoa”.

O especialista ressalta que mesmo diante da crise financeira, o único setor que permaneceu aquecido economicamente foi o da beleza. “Querendo ou não há um apelo comercial e psicossocial do corpo magro e esbelto. Isso envolve muito a autoestima. Toda essa pressão social que as pessoas se submetem podem gerar neuropatologias, o que atrapalha o indivíduo como um todo, seja na vida laboral ou familiar, pois podem surgir como consequência: taquicardias, perda de sono, sudorese, impaciência, agressividade, formigamento nas extremidades, dormência no rosto e falta de ar. Esses sintomas são o indicativo de que a obesidade já está atrapalhando a vida da pessoa, pois isso impede que ela consiga fazer alguma coisa. Porque uma coisa é você não gostar de fazer algo, e outra é você não conseguir mais fazer alguma coisa”.

De acordo com o psicólogo, muitas vezes uma cirurgia bariátrica não resolve o problema da obesidade. “Na maioria das vezes, a cirurgia bariátrica emagrece o corpo, mas não a mente, ou seja, a pessoa ainda continuará pensando como obeso, o que não vai impedir o ganho de peso novamente. A solução, diante disso, é a psicoterapia, pois ela levará o indivíduo a uma busca pelo autoconhecimento. Porque, quando você se conhece, você lida melhor com as adversidades da vida. E esse apoio psicológico precisa estar associado a hábitos saudáveis, e claro, do apoio da família e amigos”, finaliza.

A assistente Social, Roberta Carmo Reis, relata que levou dois anos para decidir se optaria pela cirurgia bariátrica. “Minha escolha não foi baseada em estética, mas sim, por saúde. Até porque a auto estima e a estética são consequências, e eu sempre me achei linda. A cirurgia bariátrica não era meu sonho, eu fiz por inúmeros problemas de saúde, orei dois anos por essa cirurgia e pra glória de Deus ela foi um sucesso. Todas as doenças que eu tinha devido a obesidade foram embora. Troquei oito comprimidos que eu tomava anteriormente por duas vitaminas. Foi uma das melhores decisões da minha vida”.

Texto: Vanessa Lago

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