CULTURA
Casa da Linguagem viva!
A comunidade de artistas, educadores, escritores, poetas, produtores culturais e pesquisadores em Belém foi surpreendida no último dia 4 de dezembro por uma notícia no mínimo esdrúxula: a Secretaria de Cultura do Pará teria como projeto desativar o prédio da Casa da Linguagem, instituição fundada em 1991, para incorporá-lo ao Teatro da Paz.
A notícia, anunciada em coluna do jornal O Diário do Pará, enfatizava uma suposta e perversa ideia de que a instituição se encontra “ociosa” e que por isso o Secretário de Cultura, Bruno Chagas, estaria em conversação com as instituições gestoras da Casa da Linguagem, Fundação Curro Velho e Fundação Cultural do Pará, para executar tal projeto.
A Casa da Linguagem é uma das instituições culturais mais relevantes do estado, cuja atuação constante se faz por meio de cursos, oficinas, encontros, seminários, especialmente voltados aos campos da Língua e da Literatura, mas integrados às diversas áreas da linguagem artística. Atende a um público vasto e diversificado, que vai do pesquisador universitário ao aluno do ensino médio – especialmente aqueles que buscam suporte para a vida estudantil na escola pública.
Na fase de sua fundação, a escritora Maria Lúcia Medeiros (1942-2005) trabalhou lado a lado com o seu primeiro diretor, o poeta Max Martins (1926-2009), dois nomes expressivos da literatura contemporânea do Pará, que consolidaram a importância da instituição para a produção intelectual da cidade, projetando-a para todo o Brasil. A Casa da Linguagem ainda abriga a Biblioteca Francisco Paulo Mendes (1910-1999), um dos mais destacados mestres e intelectuais do seu tempo, formador de diversas gerações de professores, intelectuais, escritores e poetas brasileiros.
A Casa da Linguagem está viva e produtiva, como sempre. Ao longo dos anos de 2021 e 2022, após o período crítico da pandemia, a Casa retomou uma série de atividades de incremento à leitura, lançamentos de livros, oficinas e cursos envolvendo, em especial, as novas gerações de leitores(as) e escritores(as), cumprindo, desse modo, o papel formador e divulgador da produção textual e criativa de seus usuários de Belém e oriundos de todo o estado. Portanto, pergunta-se: qual a origem da notícia sobre sua “ociosidade”? A que serve esse adjetivo forjado e imposto à Casa da Linguagem? O Secretário de Cultura Bruno Chagas tem a real dimensão da importância da instituição e de seu histórico papel ante as urgentes tarefas no campo da formação intelectual dos jovens no estado do Pará? O que dizem o músico Paulinho Assunção, diretor do Núcleo Curro Velho e Casa da Linguagem e o administrador Guilherme Relvas D’Oliveira, presidente da Fundação Cultural do Pará? A comunidade de artistas, escritores, professores, educadores, pesquisadores e alunos merece um pronunciamento oficial da Secretaria de Cultura do Pará sobre o assunto.
Aguardamos.
Movimento em Defesa da Casa da Linguagem
SUBSCREVEM
- Sarau Multicultural do Mercado
- FEQUIPA – Federação de Comunidades Quilombolas e Povos Tradicionais do Pará
- Comitê Popular Urbano
- Marcha da Periferia
- Agdaf (Associação dos Grupos de Folclore de Belém)
- Jorge André Silva – produtor cultural, escritor e comunicador popular
- Rede de Bibliotecas Comunitárias Amazônia Lliterária
- Rede de Contadoras Contadores de Histórias do Pará/ RECONTAH
- Grupo Xamã Contadoras de Histórias
- Clube de Leitura Daniel da Rocha Leite
- Rede Coletivo Amazônia Criativa
- Tamboiara Amazônia
- Carimbó Cobra Venenosa
- Idade Mídia Comunicação para Cidadania
- Slam Dandaras do Norte
- Ivan Pires – Produto Cultural – Amazon Hip Hop
Associação Iaçá – Pto. De Cultura de Belém - Projeto de Extensão “Territórios Criativos e Economia da Cultura” – FACECON/ UFPA
- FEPEM – Federação Paraense de Entidades do Movimento Social
- CMP – CENTRAL DE -MOVIMENTOS POPULARES
- Centro Acadêmico de Letras – Língua Portuguesa da UFPA
- Lablivre Amazônia.
- Momento Atitude Afro Pará
- Rede Amazônia Negra Pará
- RNAJVHA REDE NACIONAL DE ADOLESCENTES E JOVENS VHIVENDO COM HIV/AIDS
- MOVIMENTO LGBTI + DO PARÁ
- PASTORAL DA AIDS /NORTE II
- FOPAFRO FÓRUM PERMANENTE AFRO RELIGIOSO DO PARÁ.
-PROJETO DE DANÇA REGGAE DE SALÃO DE BELÉM DO PARÁ




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