BELÉM
Morcego com vírus da raiva é encontrado no bairro da Marambaia, em Belém
Nota técnica aponta que confirmação veio do Instituto Evandro Chagas no dia 5 de julho. Saiba o que fazer ao encontrar morcegos, que caso infectados podem transmitir a doença.
Uma nota de alerta da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) de Belém notifica caso de morcego com vírus da raiva encontrado em uma casa no município.
Segundo o documento, que o G1 obteve acesso, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) informava, ainda na segunda-feira (11), a detecção do vírus da raiva em um morcego, que estava dentro de uma casa no bairro da Marambaia. O bairro é um dos mais populosos da capital.
A infecção foi atestada por laudo do Instituto Evandro Chagas, datado do dia 5 de julho. A nota técnica é do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).
O G1 solicitou posicionamento da prefeitura de Belém sobre o caso, mas ainda aguardava resposta até a publicação da reportagem.
O que fazer ao encontrar morcegos?
A orientação da Sesma, no documento, é que, ao encontrar morcego morto ou com sinais de desorientação durante o dia, é ligar imediatamente para o CCZ, que deve realizar a captura. Os números são (91) 3344-2356, 3344-2357 e 3344-2368.
Providências
Segundo a nota, deve ser instaurado controle de foco a partir do ponto de coleta do morcego, conforme orientado pelo Ministério da Saúde, em raio de 1KM, por dez dias.
Além disso, foi recomendado:
- vacinação antirrábica em cães e gatos na área;
- garantia de assistência e realização do esquema profilático de raiva nas unidades de saúde para pessoas que tenham contato com mamíferos (cães, gatos e morcegos);
- limpeza de ferimento com água e sabão, em caso de provável exposição ao vírus a partir de algum animal;
- educação em saúde com entrega de material educativo;
- captura de morcegos no período noturno para pesquisa de vírus da raiva.
Infecção
Os morcegos hematófagos são contaminados com o vírus da raiva ao morder ou lamber um animal infectado. Os não hematófagos – que são mais comuns no ambiente urbano – podem ser infectados ao compartilharem o mesmo abrigo com os morcegos hematófagos portadores do vírus da raiva ou mesmo ao disputarem território com esses morcegos.
Os morcegos não hematófagos infectados podem transmitir acidentalmente a doença à espécie humana e a outros animais quando encontrados vivos, mortos ou prostrados.
A transmissão do vírus do morcego para outro animal ocorre pela saliva de um animal contaminado a outro — não necessariamente pela mordedura. Um simples arranhão de um morcego contaminado é considerado grave, pois eles têm hábito de se lamberem.
Morcegos caídos no chão podem ser alvo da curiosidade de animais domésticos. Por isso, é essencial que os tutores de cães ou gatos mantenham atualizada a carteira vacinal do seu pet. A vacina contra raiva é oferecida na rede privada e deve ser feita uma vez por ano.
Por Taymã Carneiro



