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ENTRETENIMENTO

Crianças em tratamento contra o câncer conhecem a arte circense

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Foto: Ascom Oncológico Infantil | Fonte: Ascom Oncológico Infantil

O último sábado (9/4), foi especial para 22 crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém. Pela primeira vez, eles conheceram de perto a magia da arte circense.

O colorido dos espetáculos de dança e o impressionismo das apresentações variadas de malabaristas, contorcionistas, equilibristas, além da presença animada de alguns palhaços, arrancaram risos e encantaram os pequenos.

Os pacientes tiveram um sábado de alegria no circo. Foto: Ascom Oncológico Infantil

A visita aconteceu após o setor de Humanização do Oncológico Infantil, que pertence ao Governo do Estado e é gerenciado pela Pró-Saúde, contatar o Circo Mirage, que possibilitou o acesso gratuito das crianças e seus responsáveis.

O passeio contou também com o apoio da Casa Ronald McDonald, que disponibilizou um micro-ônibus para o traslado. A instituição oferece hospedagem a crianças oriundas de outras cidades, que vem para Belém em busca de tratamento oncológico.

Victor dos Santos Sena, de seis anos de idade, nunca havia ido ao circo e deixou transparecer sua admiração e empolgação, desde a entrada no espetáculo. Enquanto isso, seu pai, Jucinei Sena, não perdia nenhum lance e registrava, com o celular, cada gesto de alegria do pequeno.

“Quando ele ficar com um pouco mais de idade quero poder mostrar para ele essa experiência que tivemos juntos. Vamos ter boas lembranças desse momento mágico”, disse o pai.

João Victor é natural do Munícipio de Marabá e está em tratamento há dois anos contra uma leucemia. Ao final da apresentação, o pequeno teve uma atitude nobre, “agradeço muito por me trazerem aqui pela primeira vez”, declarou Victor.

Já o adolescente Carlito Dias Sena, de 14 anos de idade, morador do Arquipélago Bailique, no Amapá, está há oito meses em Belém fazendo tratamento contra uma leucemia no Oncológico Infantil. A unidade é a principal referência no tratamento oncológico infantojuvenil na Região Norte do Brasil.

Acolhido na Casa Ronald, o adolescente e sua irmã foram convidados, pois nunca tiveram a oportunidade de ir ao circo. “Gostei de tudo, mas o que mais me chamou atenção foi a apresentação do trapézio, achei muito legal”, disse o jovem.

Paulo Roberto Robatini, um dos responsáveis pela administração do Circo Mirage, explica que o estabelecimento desenvolve um trabalho social que proporciona o acesso de crianças à programação.

O perfil contemplado é de famílias que não tem condições financeiras de ir aos espetáculos, com sessões especiais voltadas para escolas e instituições de caridade.

“Para nós é sempre um prazer poder oferecer um espetáculo que é milenar, que agrada crianças e adultos. É muito importante poder agradar as crianças que fazem tratamento contra o câncer, pois o circo é entretenimento”, enfatiza Roberto Robatini.

A Coordenadora de Humanização do Oncológico Infantil, Natacha Cardoso, comenta sobre a importância da natureza da atividade. “Isso contribui significativamente para o bem-estar emocional dos pacientes. O uso da ludicidade possibilita muitos benefícios, dentre os quais podemos citar o alívio da dor durante o tratamento, que é uma fase difícil”.

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