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TURISMO

Turismo responsável é uma das principais tendências de viagem no Brasil

Os turistas estão mais preocupados com a segurança sanitária e o desenvolvimento social, ambiental e econômico de seus destinos

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Foto: Reprodução | Fonte: Correio Paraense

Desde a chegada da pandemia, o turismo tem sido um dos setores da economia mais afetados, de modo que a recuperação deve ocorrer a médio e longo prazo. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), as atividades turísticas globais retornarão aos níveis pré-Covid-19 apenas em 2023.

Mas, diante desse cenário, não quer dizer que, no Brasil, as pessoas deixaram de viajar totalmente. Com o avanço da vacinação, o mercado de viagens tem ganhado fôlego, dado sinais de recuperação e demonstrado algumas tendências, como a preferência dos turistas por destinos domésticos e turismo responsável.

Essa modalidade já vinha em crescimento antes da crise do coronavírus, com incentivos do Governo Federal e o aumento das preocupações com o meio ambiente. Mas a questão sanitária e a responsabilidade social por parte do viajante fizeram com que o turismo responsável se tornasse uma tendência para o pós-pandemia.

Desejo por turismo responsável

Um levantamento realizado pela plataforma MaxMilhas, em parceria com o Opinion Box, mostra que cinco em cada dez brasileiros entrevistados demonstraram desejo de viajar para locais mais isolados, em meio à natureza.

Esse tipo de turismo mais sustentável motivou a busca por passeios no país. Trata-se de um conceito de viagem que vai além do crescimento econômico e incentiva a preservação do meio ambiente e o progresso social dos destinos. 

Na pandemia, a modalidade ganhou uma nova camada: as boas práticas e os protocolos de biossegurança para evitar a disseminação da Covid-19.

Essas medidas, que rapidamente se disseminaram por todo o setor, atendem à demanda de um novo perfil de turista, que busca por destinos e locais que cumprem protocolos sanitários.

Em um levantamento feito pelo site de reservas Booking.com, 89% dos entrevistados afirmam que, no pós-pandemia, darão preferência a hospedagens que priorizem a limpeza e higiene dos espaços a partir de agora.

Na esteira das novas preocupações de quem viaja, o Ministério do Turismo lançou o selo “Turismo Responsável”, um programa que estabelece boas práticas de higienização para os estabelecimentos, como hotéis, restaurantes, pontos turísticos, entre outros. 

O projeto é um reforço nos protocolos de segurança, contribuindo com a retomada do segmento. Mais de 28 mil prestadores de serviços e guias de turismo já aderiram ao programa, segundo a Pasta.

Descobrindo o turismo responsável

Essa maneira de viajar, na verdade, vai muito além dos protocolos sanitários para a contenção da Covid-19.

O turismo responsável existe para que as viagens sejam ideais não só para o turista, mas também para todo ecossistema do destino, preservando e desenvolvendo suas diversidades econômicas, culturais, ambientais e sociais.

O conceito foi estabelecido em 2002, durante a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável de Joanesburgo. 

Especialistas e autoridades de 20 países redigiram a Declaração de Cape Town sobre Turismo Responsável, uma vez que apenas a proposta de turismo sustentável acordada 10 anos antes não daria conta do desenvolvimento local.

Na declaração, as preocupações com a sustentabilidade dos lugares somaram-se àquelas relacionadas à responsabilidade social, inaugurando este conceito.

Para que o turismo responsável seja o que consta em sua declaração, é preciso unir esforços de todos os lados — governos, iniciativa privada, terceiro setor e turistas —, em especial durante o enfrentamento do coronavírus. 

Um olhar para o turismo responsável

Em 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério do Turismo, divulgou um dado animador: mais da metade (60%) das viagens realizadas no Brasil naquele ano foram de turismo de natureza, um dos pilares do turismo responsável. 

Ou seja, antes mesmo da pandemia se instalar, o brasileiro já estava de olho em outras maneiras de viajar.

Com a retomada do mercado e a inclusão das medidas sanitárias, sua propagação se adiantou em cerca de 10 anos, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA). 

Um país com dimensões continentais como o Brasil oferece uma imensa diversidade de opções de turismo responsável por todo território. 

Entre esses roteiros estão as dunas e águas do Jalapão (TO), as comunidades e cultura do Vale do Jequitinhonha (MG), as trilhas e cachoeiras da Chapada Diamantina (BA), e Alter do Chão (PA), com direito a floresta amazônica, aldeias Yawanawa e histórias. 

Entretanto, qualquer viagem pode se tornar responsável. Para tal, é preciso que o turista faça algumas reflexões antes de escolher o seu destino, hotel, passeio, restaurantes e toda a cadeia.

A atividade turística deve ser uma relação de “ganha-ganha”, especialmente neste momento em que um viajante pode colocar em risco a vida de toda uma comunidade. É essencial que todos os envolvidos trabalhem em prol de um turismo responsável para que a retomada do setor ocorra com muito mais consciência de seus impactos.

Por: Gustavo Silva

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