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BELÉM

Sindicato de empresas de ônibus diz que reajuste do diesel pode inviabilizar transporte coletivo em Belém

Semob diz que realiza análise técnica de estudos tarifários apresentados pelo Setransbel. Finalização do edital de licitação do transporte público está prevista para 25 de março.

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Foto: Reprodução | Fonte: G1 Pará

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) emitiu um comunicado informando que o reajuste de quase 25% no preço do diesel “inviabilizou a continuidade da prestação do serviço de transporte coletivo” em Belém. Segundo o sindicato, o insumo é essencial a operação do sistema.

“A redução de passageiros pagantes transportados e os sucessivos aumentos de todos os custos da operação, aliados ao congelamento da tarifa durante quase três anos, estão inviabilizando a continuidade por haverem fulminado o equilíbrio financeiro das operadoras”, afirma.

Já a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) disse, em nota, que “vem acompanhando o agravamento nacional e local da situação do transporte público coletivo ocasionado pela pandemia e pelos constantes aumentos do combustível, especialmente com a escalada de aumentos determinada pelo governo federal na última semana”.

A superintendência afirma que “vem buscando soluções para garantir prestação adequada do serviço, com regularidade, segurança, e etc., à população, contudo também entende que as medidas a serem adotadas para assegurar a continuidade e a melhoria do serviço de transporte público coletivo envolvem esforço conjunto de todas as esferas de governo”.

A nota cita como exemplo a aprovação pelo Senado Federal do projeto de lei 4.392/2021, que constitui fundo de R$ 5 bilhões para subsidiar gratuidades no transporte coletivo em nível nacional. O projeto aguarda votação na Câmara dos Deputados.

“Por fim, informamos que estamos ultimando a análise técnica dos estudos tarifários apresentados pelo Setransbel”, afirma a Semob.

De acordo com o Setransbel, a “tarifa é a única fonte de custeio do serviço” e que “não há subsídio para pagar gratuidades previstas em lei, que em 2021 chegaram a média de 30% dos passageiros transportados” em Belém.

O sindicato afirmou, ainda, que vem pedindo análise do cenário e o apoio do poder público para não descontinuar o atendimento à população e que “apela às autoridades para que sejam adotadas medidas imediatas a fim de evitar o colapso do sistema e o consequente prejuízo à população”.

Moradores de diversos bairros de Belém enfrentam cada vez mais a descontinuidade de linhas. A espera tem ficado mais demorada na Marambaia, por exemplo.

Em Belém, as empresas atuam sem licitação, sob contrato com a prefeitura municipal. A licitação do transporte público é promessa de campanha do prefeito Edmilson Rodrigues (Psol).

O prazo para finalização do edital de licitação é dia 25 de março, conforme decisão da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Procuradoria Geral do Município, Ministério Público do Pará (MPPA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-PA).

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