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ECONOMIA

O poder de compra para quem depende do Bolsa Família é o pior em sete anos

Foto: Reprodução | Fonte: Metrópoles

O auxílio, que visa atender pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza no país, tem passado a ficar cada vez mais distante da possibilidade de cumprir seu objetivo. O valor concedido atualmente possibilita que uma família brasileira adquira para seu sustento apenas 30% de uma cesta básica completa – para uma só pessoa. Em outras palavras: quem usufrui do subsídio federal como único meio de sustento não consegue comprar sequer um terço da alimentação suficiente individualmente para um mês, quanto mais para uma família.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a inflação aperta mais quem tem pouco ou quase nada. A pressão ocasionada pela taxa é maior entre os brasileiros com menor poder aquisitivo, em comparação aos mais abastados. Em um ano, para famílias de renda muito baixa, o índice aumentou em 10,6%; na classe de renda alta, essa elevação foi de 8%. Ou seja, quem ganha menos gasta (muito) mais.

Para entender o problema da crise brasileira, o (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, apurou o valor médio oferecido pelo programa desde 2015, e calculou quanto de uma cesta básica um beneficiário conseguiria comprar se tivesse apenas o benefício como renda mensal.

Os valores e itens relativos à cesta básica foram disponibilizados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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