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Morre em Santarém aos 79 anos, o premiado violonista Sebastião Tapajós

Foto: Reprodução

Na noite deste sábado(2), um dos mais premiados violonistas do Brasil, Sebastião Tapajós faleceu, aos 78 anos de idade; Ele estava internado no Hospital da Unimed, em Santarém, oeste do Pará, onde se recuperava de uma cirurgia. O músico consagrado no Brasil e na Europa tinha 79 anos de idade.

Tapajós já lançou 67 discos em sua longa carreira. Uma de suas boas recordações foi poder tocar ao lado de grandes músicos com Baden Powell, Altamiro Carrilho, Hermetto Pascoal, Sivuca, Egberto Gismont, Paulo Mouro e tantos outros. Lembra seu especial carinho com o músico argentino que revolucionou o tango, Astor Piazolla, que chegou a fazer a apresentação de um de seus discos.

O corpo de Tapajós será velado na Câmara de Vereadores de Santarém.

Sebastião Pena Marcião nasceu em Alenquer, em 16 de abril de 1943. Mas foi em Santarém que se tornou um violonista e compositor de fama internacional. 

O governador Helder Barbalho escreveu uma mensagem no tuiter sobre a morte do artista:

“Acabo de receber a triste notícia do falecimento de Sebastião Tapajós. Nascido em Alenquer, foi considerado um dos maiores violonistas do mundo. Meus profundos sentimentos à família e amigos de nosso eterno Tião!”

Música em novela e legado

Em 2017, Sebastião Tapajós, teve a música “Rei Solano” do disco “Aos da guitarrada” incluída na novela de horário nobre “A força do querer”, da Rede Globo.

Grande parte do legado artístico de Sebastião Tapajós está detalhado na obra “Sebastião Tapajós, 50 anos de vida artística”, do organizador Cristovam Sena, publicado em 2013.

Alguns fragmentos do livro discorrem sobre a revelação artística do violonista.

Carreira

Nascido em 16 de abril de 1943 em Alenquer (PA), Sebastião Tapajós gravou mais de 50 discos, sendo o primeiro de 1967, com o nome de Violão e Tapajós, e o último, de 2014, com o título de Violões do Pará, em parceria com Salomão Habib.

De acordo com o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, o músico foi estudar na Europa em 1964 e se formou no Conservatório Nacional de Música de Lisboa. Estudou também na Espanha e, de volta ao Brasil, lecionou violão clássico no Conservatório Carlos Gomes de Belém e, no Rio de Janeiro, se dedicou à pesquisa de música popular e folclórica.

Na década de 1970 fez turnês pela Europa ao lado de Paulinho da Viola e Maria Bethânia e gravou na Alemanha, e ainda lançou discos com temas regionais do Pará e da América Latina. Gravou também com o Zimbo Trio, Maurício Einhorn, Gilson Peranzzetta, Jane Duboc e Nilson Chaves.

Em 1992 recebeu o prêmio de Melhor Músico Brasileiro, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Em 2013 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado do Pará (UEPA) e também da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). No ano em que completou 75 anos, em 2017, foi fundado em Santarém o Instituto Sebastião Tapajós, uma iniciativa de amigos do músico para divulgar a obra do violonista e de outros artistas locais.

Ao longo da carreira, Sebastião Tapajós reinterpretou melodias e canções de grandes nomes brasileros como Villa-Lobos, Radamés Gnattali, Guerra-Peixe, Cartola, Ary Barroso e Pixinguinha, além de pesquisar os ritmos da Amazônia e gravar discos em parceria com Hermeto Pascoal, Baden Powell, Sivuca, Gerry Mulligan, Oscar Peterson, Paquito D’Rivera e Astor Piazzolla.

Consagrado internacionalmente, Tapajós costumava fazer turnês por diversos países. Foi gravado por artistas como Emílio Santiago, Miltinho, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Maria Creuza, Fafá de Belém, Nilson Chaves e Ana Lengruber.

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