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PARÁ

Animais contribuem para a segurança pública e para conscientização ambiental no Pará

Foto: Basilio Guerreiro - Ascom OS Pará 2000 / Fonte: Agência Pará

Em cerca de cinco anos, a cadela Lola, do Batalhão Ações com Cães (BAC) da Polícia Militar do Pará, realizou cerca de 720 operações. Especializada em faro de narcóticos, Lola é uma grande aliada das operações de Segurança Pública estratégicas do Governo do Estado. Em outro campo, o da preservação ambiental, um outro animal é estimado e, informalmente, já é considerado um símbolo de conscientização ambiental: a coruja Olívia, que de, terça a sexta, das 17h às 18h, faz passeios que podem ser contemplados no Mangal das Garças.

“(Lola) chegou filhote após doação voluntária ao nosso canil e logo começou a ser treinada, com adestramento básico (comandos como andar junto, sentar, deitar) e específico de faro de narcóticos. Bem novinha, a partir dos sete meses ela já atuava”, contou o 1° Tenente Jonathan Wesley, comandante da 2ª Companhia do BAC. 

A rotina de um cão policial inicia cedo, com um breve passeio, profilaxia do box, rasqueamento dos pêlos, e alimentação controlada, pesada e suplementada pela equipe médica veterinária. Um cão, como a Lola, especializado em faro de odores, é fundamental em missões policiais, já que entorpecentes são comuns e rotineiros nas características dos crimes cometidos no Pará. 

Na sua grande última missão realizada com a equipe de Faro do BAC, no início de 2020, no bairro de Fátima, a cadela encontrou 10 kg de uma substância análoga à maconha, dividida em cinco ‘tijolos’ de 2 kg cada. Lola tem 7 anos, o que representa uma idade limite para o seu trabalho, e deve se aposentar no próximo ano, mas segue em atividade. Normalmente, os cães atuam até 8 anos, podendo se estender até 10, de acordo com avaliação física e técnica.

A CORUJA OLÍVIA

A coruja Olívia é uma atração que vem ganhando a atenção do público desde que chegou no Parque Zoobotânico Mangal das Garças, em outubro do ano passado, especialmente, em relação à educação ambiental, que envolve a preservação das aves selvagens na Amazônia. 

O animal foi levado ao Hospital Veterinário da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Castanhal, apresentando dificuldades para se equilibrar nos poleiros, por causa de uma deformidade em uma das patas. Sem a capacidade para voltar a natureza, se tornou mascote da unidade por um tempo e depois foi transferida para o Mangal das Garças. 

“A Olívia é um rapinante, que por uma ação humana, ficou impossibilitada de sobreviver na vida livre e ficou presa em cativeiro para sempre. Ela tem uma história muito comum dessas aves que tem o contato ser humano e que são de muitas formas prejudicadas, seja por caça, desmatamento ou tráfico ilegal. A história é triste, pois ela deveria estar na floresta, mas por outro lado, o que aconteceu com ela pode tocar as pessoas e fazer com que elas enxerguem os animais com mais empatia”, afirma o médico veterinário do Mangal, Camilo Gonzáles.

O veterinário explica que Olivia, desde filhote, está em contato com o ser humano e já adaptada com o trânsito de pessoas e com o manejo. “Conseguir ver um animal desses de tão perto, bater foto, tocar nela é uma experiência única. Crianças e adultos ficam maravilhados, fazem perguntas, querem saber a história. Dá para ver a curiosidade em interagir com o animal, que não tem nenhum comportamento de estresse”, afirma. 

A coruja é um animal carnívoro, e Olívia tem uma alimentação balanceada. O Mangal está firmando uma parceria com o Instituto Evandro Chagas para adquirir uma provisão de ratos e camundongos para a Olívia, que seria o ideal. Atualmente, a alimentação dela é composta de carne, assim como recebia no hospital da UFPA.

SERVIÇO

Atualmente, a coruja Olívia faz um passeio com o técnico ambiental Rafael Nagen, de terça a sexta, das 17h às 18h, pelos espaços do Mangal. Além de contemplar a ave, os visitantes recebem uma explicação sobre o modo de vida do espécime.

Por Giovanna Abreu (SECOM)

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