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EDUCAÇÃO

Ano letivo 2021 começa nesta segunda-feira, 12, para mais de 70 mil estudantes da rede municipal de Belém

Foto: Reprodução / Fonte: Agência Belém

O ano letivo 2021 começa nesta segunda-feira, 12, nas 204 unidades da rede municipal de ensino de Belém com aulas não presenciais por causa da pandemia de Covid-19. Desde janeiro a Secretaria Municipal de Educação (Semec) prepara as escolas para este momento, que já chega marcado por muita dedicação dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação e transborda criatividade.

As inúmeras formações promovidas pela Semec garantiram o fortalecimento da gestão democrática nas escolas, com a participação da comunidade escolar na decisão sobre os destinos das unidades, e a retomada da autonomia escolar, que havia sido extinta em governos passados. As unidades escolares construíram, cada uma, seus projetos políticos-pedagógicos com uma centralidade: nas palavras do patrono da educação brasileira, o filósofo Paulo Freire, “a autonomia, enquanto amadurecimento do ser para si, é processo, é vir a ser”.

E esse “vir a ser” começou a chegar às casas dos mais de 70 mil estudantes da rede municipal com mensagens de Whatsapp e postagens no Facebook, no Instagram e no YouTube. Utilizando instrumentos tecnológicos que permitem a massificação de informações, os trabalhadores e trabalhadoras da educação de Belém entraram na vida privada de cada aluno e aluna.

Parque Amazônia – A professora Gisele Lobato, diretora da Escola Municipal Parque Amazônia, localizada no bairro da Terra Firme e uma das maiores da rede, gravou um vídeo acolhedor para os estudantes e conseguiu transmitir, além de informações, amorosidade. “Estamos morrendo de saudade de vocês. A escola sem vocês não é nada, é só um prédio grande. Vocês são a vida dessa escola e estamos sentindo muito a falta de vocês”, disse a docente.

Ela desejou um feliz ano letivo para todos e frisou: “Um ano letivo diferente, sim, muito diferente, até porque não vamos começar na sala de aula. Nós vamos começar na sala de aula na sua casa, com aulas remotas, mas estaremos com vocês”.

Gisele recomendou que os estudantes separassem “um lugarzinho para vocês estudarem dentro da casa de vocês, onde vocês vão fazer suas atividades, onde vocês vão assistir as aulas”. E desejou: “Que vocês possam participar com a gente desse momento. Não deixem de fazer suas atividades e de devolver essas atividades para os professores”.

Não é por acaso que o pensamento de Paulo Freire é hoje o norteador da educação municipal. As palavras do educador revelam a prática das escolas municipais de Belém durante a pandemia. Freire defende que o papel do professor é estabelecer relações dialógicas de ensino e aprendizagem em que professor, ao passo que ensina, também aprende. Assim, professor e estudante aprendem juntos, em um encontro democrático e afetivo, em que todos podem se expressar.

Conectamadá – Com as limitações da pandemia, os docentes da rede municipal de ensino se reinventaram para fazer chegar o ensino aos milhares de estudantes da rede municipal e todas as unidades se preparam, com a liberdade que deve ter a escola, para adotar o seu método de ensino não presencial.
Participam desse esforço de volta às aulas em um novo tempo todos os trabalhadores e trabalhadores da escola, pois são eles que garantem o sucesso do ensino municipal: porteiros, merendeiros, agentes de serviços gerais, professores, coordenadores, diretores. Enfim, todos vão entrar na casa dos alunos da rede municipal, seja pelo Whatsapp, seja pelo Facebook ou qualquer outra rede social. A escola os alcançará.

Todas deram aula de aprendizado tecnológico. Os trabalhadores da educação da Escola Municipal de Campo Maria Madalena Travassos, por exemplo, criaram o Conectamadá, e se prepararam para as aulas não presenciais durante todo o primeiro trimestre.

Compromisso – Para a secretária municipal de educação, professora Márcia Bittencourt, a dedicação dos trabalhadores e trabalhadoras da educação nesta volta às aulas “representa o cuidado, o compromisso do Governo da Nossa Gente, da Prefeitura de Belém, da Secretaria Municipal de Educação com o direito fundamental que é a educação”.

“A educação de crianças, jovens, adultos e idosos, que nesse tempo tão difícil de pandemia padece com a ausência não só de conhecimento científico, mas de material pedagógico, de um caderno, de alimento. Chegar na casa dos estudantes com a merenda escolar, com alimento que possa realmente nutrir as crianças para que elas possam estudar é um direito, um direito fundamental. Então representa a garantia desse direito fundamental”, acrescenta a secretária.

A Semec investiu de cerca de R$ 500 mil do Fundo Municipal de Educação (FME) na produção de 111.624 cadernos para o kit escolar. Os kits escolares contêm cadernos para as crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos fazerem as atividades em casa enquanto durar o ensino não presencial e foram entregues às escolas na semana anterior ao reinício das aulas para distribuição aos seus alunos.

E a alimentação escolar, viabilizada pela Fundação Municipal de Assistência ao Estudante (Fmae), é condicionada por lei ao reinício das aulas e começará a chegar às escolas, que  irão agendar com segurança a entrega dos alimentos.

Por: Lilian Leitao

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