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POLÍCIA

Restos mortais foram encontrada no bairro do Murubira, em Mosqueiro

Foto: Claúdio Pinheiro/ O Liberal / Fonte: O Liberal

Foram encontrados, na manhã desta quinta-feira (11), os restos mortais atribuídos à Alexandra Aparecida Marcelino da Silva, de 39 anos, no distrito de Mosqueiro, em Belém. A vítima estava desaparecida desde o dia 25 de fevereiro e vinha sendo procurada por familiares e amigos. A ossada, com algumas vestes reconhecidas pelas filhas, foi achada em uma área cheia de lama de um terreno baldio, localizado na rua Jardim do Sol, entre a rua Variante e a PA-391, no bairro do Murubira.

Filha da vítima, Amanda Priscila, de 22 anos, conta que a mãe costumava ir até um igarapé próximo de onde foi encontrada morta duas semanas depois. “Ela não tinha o hábito de sumir assim. Ela morava apenas com meu irmão de 11 anos. Ele dormiu dois dias sozinho e um vizinho entrou em contato comigo. Eu moro em Santa Izabel e vim pra cá. Registrei um boletim de ocorrência no dia 4 de março, mas estávamos preocupados porque não havia retorno”, disse.

Foi por conta disso que pessoas da família de Alexandra decidiram sair à procura da vítima. Foram eles que encontraram uma ossada, com itens pertencentes à mulher. Nas proximidades dali, foram encontrados um balde, uma sandália e um shampoo de Alexandra. “Ela ia sempre lá tomar banho e lavar roupa. Costumava ir sozinha. Não sei o que fizeram para a nossa mãe”, disse Amanda.

Ainda segundo ela, a mãe não tinha vícios, mas lutava contra depressão e tinha desafetos na vizinhança por se envolver em brigas. Frequentemente, Alexandra dizia que iria desaparecer e deixar os cinco filhos: três mulheres e dois homens. Apesar disso, determinar suicídio como causa da morte pareceu precoce tanto para os familiares quanto para a equipe de perícia criminal.

Apenas as meninas, de 22, 18 e 17 anos, estavam no local. Apesar da situação, todas se mantiveram calmas até que peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) mostraram peças de roupas que foram encontradas junto da ossada. Com os itens reconhecidos, as jovens caíram em prantos e consolaram umas às outras, já ao final da tarde.

A perícia criminal não soube precisar a causa da morte. Apesar de desaparecida há apenas duas semanas, os restos mortais eram formados apenas por ossos e o material deverá passar por um exame necroscópico para determinar a causa da morte.

A ossada foi removida por uma equipe do Instituto Médico Legal (IML).

Por: Ana Carolina Matos

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