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Brasil e EUA em rota de colisão: tarifas podem afetar economia já em agosto

Ministro da Economia admite risco de fracasso nas negociações; produtos brasileiros podem sofrer sobretaxa de até 50%

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A poucos dias do prazo final, o Brasil corre contra o tempo para evitar sanções econômicas severas por parte dos Estados Unidos. O ministro da Economia reconheceu nesta semana que o país pode não conseguir fechar um novo acordo comercial antes de 1º de agosto — data em que entra em vigor uma tarifa de até 50% sobre produtos de exportação brasileira. A medida ameaça setores estratégicos como o agronegócio, mineração e manufatura.

A tensão cresceu após declarações de autoridades americanas cobrando do Brasil maior alinhamento com políticas de subsídios e sustentabilidade. Enquanto isso, Brasília tenta flexibilizar pontos sensíveis da proposta, sem abrir mão da soberania comercial. Analistas avaliam que o impasse pode impactar o câmbio, elevar a inflação e desacelerar o crescimento econômico previsto para este semestre.

Nos bastidores, fontes do Itamaraty afirmam que a equipe diplomática trabalha intensamente para reverter o cenário. Porém, caso as tarifas sejam aplicadas, estima-se uma retração de até 0,5% no PIB anual. A crise reacende o debate sobre a diversificação de parcerias internacionais e a urgência de uma política comercial mais agressiva para reduzir a dependência de mercados voláteis.

A população já sente os efeitos da incerteza: o dólar subiu e os preços de importados começaram a disparar. Com um possível efeito dominó em cadeia produtiva, os próximos dias serão decisivos para definir o rumo da economia brasileira no segundo semestre de 2025.

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