BELÉM
Semana do Clima: impactos da emergência climática na saúde é tema de evento em Belém
Ribeirinhos, quilombolas e moradores de periferias sofrem com o avanço de doenças sensíveis ao clima, e especialistas defendem políticas públicas urgentes para proteger a saúde de quem vive na região
Os impactos das mudanças climáticas na saúde pública já são uma realidade na Amazônia. O aumento das temperaturas, as inundações e alagamentos, a intensificação do desmatamento e a maior exposição de populações vulneráveis a vetores de doenças estão transformando a região.
Essa relação entre meio ambiente e saúde será destaque durante a Semana do Clima da Amazônia, que acontece de 14 a 18 de julho em Belém. No painel “Uma agenda integrada para o desenvolvimento das Amazônias”, realizado no dia 16 de julho, o médico Fagner Carvalho, especialista em infectologia, professor da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Abaetetuba e coordenador do Serviço Especializado em Doença de Chagas (SEDCA), em Abaetetuba, vai abordar os impactos na saúde já identificados nas populações da região mais expostas a riscos.
“É fato que há um aumento dos casos das doenças infecciosas, principalmente doenças de Chagas, mas também as respiratórias, dermatológicas e desnutrição, além dos efeitos psicológicos dos deslocamentos forçados. Tudo isso a gente tem vivenciado nas comunidades ribeirinhas e quilombolas. Precisamos integrar as iniciativas locais às políticas públicas, fortalecer a presença médica, melhorar a infraestrutura e ampliar a vigilância epidemiológica. A Amazônia é viva, potente e diversa. É essencial escutar os povos da floresta, respeitar os territórios e preparar o sistema de saúde para desafios que vão muito além do presente”, enfatiza o especialista.
O painel terá ainda a mediação de Lívia Pagotto, da Uma Concertação pela Amazônia e as presenças de Isabela Canto (CANTO/RAC); Juliana Splendore (Plataforma Parceiros pela Amazônia); Joanna Martins (Manioca) e Tatiane Vasconcelos, do Ministério Público Federal do Pará.
Serviço: painel “Uma agenda integrada para o desenvolvimento das Amazônias”, dia 16 de julho, de 11h00 às 12h30, no CANTO Coworking e Café (Av. Serzedelo Corrêa,15 – Nazaré – Belém).
Afya Amazônica: Compromisso com a saúde de quem vive longe dos centros urbanos do país
Em um momento em que os olhares do mundo se voltam para o Brasil com a chegada da COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), o projeto Afya Amazônica se destaca como uma resposta concreta aos desafios que unem saúde e meio ambiente. Idealizado pela Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, o projeto reúne uma série de iniciativas voltadas para as comunidades mais vulneráveis da região, muitas delas diretamente afetadas pelas mudanças climáticas. As ações reforçam a importância de integrar conhecimento acadêmico e práticas locais na construção de soluções eficazes para a realidade amazônica.
Entre os principais impactos do projeto, destaca-se a capacitação de cerca de 500 Agentes Comunitários de Saúde na região de Abaetetuba (PA), com foco em doenças relacionadas ao clima, e a terceira edição da Expedição Rios de Saúde, que levou atendimento médico à comunidade quilombola Piratuba, com cerca de dois mil habitantes. Esses esforços mostram que cuidar da Amazônia vai além da preservação ambiental: é também garantir saúde e dignidade a quem vive nas margens dos grandes rios, longe dos centros urbanos e das políticas públicas tradicionais. Em 2024, a Afya realizou mais de 846 mil atendimentos gratuitos de saúde à comunidade. Desse total, 26% aconteceram na região Norte. Só no estado do Pará foram mais de 27,5 mil atendimentos, demonstrando o alcance e a urgência de iniciativas como o Afya Amazônica em um cenário global de crise climática.

Mais sobre a Afya
A Afya, maior hub de educação e tecnologia para a prática médica no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br



