ENTRETENIMENTO
Aniversário da banda “Canto do Norte: Viola e fé” convida paraenses na Estação das Docas
A banda que há uma década atua na cena musical paraense, comemora aniversário diante do público na Estação das Docas, em Belém
Tradição que carrega a musicalidade amazônica, a banda paraense Canto do Norte: Viola e Fé, celebra sua década de atuação na cena musical regional em show a ser realizado em um dos símbolos da capital paraense, a Estação das Docas. O evento que pretende reunir o público tem como objetivo disseminar as canções de cantorias do grupo que já é tido como tradicional no tão apreciado Arraial do Pavulagem.
“Só de pensar que a gente já tá nessa estrada há dez anos, é de encher o coração de orgulho. A forma como a banda surgiu é intensa, cheia de significados e saberes, muita coisa e muitas pessoas somaram para o que somos hoje, muita gratidão por esse feito”, comenta Nazaco Gomes, integrante do grupo.
A banda paraense “Canto do Norte, Viola e Fé” é um grupo musical que teve início através da pesquisa das Folias de Santo Amazônicas, realizada pelo mestre Nazaco Gomes, percussionista, em meados de 2012. O cientista então presenteou o músico Renato Rosas com uma viola machete encontrada em Marapanim durante as pesquisas com detentores, uma verdadeira relíquia. A partir de então eles começaram a planejar uma banda que tivesse relevância social e que carregasse em si a identidade da Amazônia, rica nos seus mais diversos significados.
“Foi um dos presentes mais simbólicos que já dei a alguém, e olha o sentido que ela carrega, acabou por levar muitas pessoas junto conosco, a embarcar no nosso sonho, na nossa luta, tudo é em prol da nossa coletividade mesmo”, recorda Nazaco sobre o presente que mudaria os rumos da vida dos dois amigos.
O projeto é coordenado por Renato Rosas, músico autodidata, em parceria com Nazaco Gomes, que é mestre popular de percussão e faz parte do trio Manari. A “Canto do Norte: Viola e Fé”, tem como objetivo estimular a tradição de cantar santos na capital Belém, congregando representantes de manifestações como a Festividade do Glorioso São Sebastião de Cachoeira do Arari, no Marajó, e da Irmandade de São Benedito de Santarém Novo, no nordeste paraense – ambas constituintes de bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil.
“O que eu gostaria de ressaltar aqui é que a nossa ideia inicial da banda continua firme e forte, o que é muito bom, a gente não perdeu a nossa identidade com o passar do tempo, aconteceu foi o contrário, sempre fortalecendo ainda mais nossas raízes através de todos que nos ajudam o tempo todo”, reflete Renato Rosas, membro da banda.
Essas e outras motivações vão se encontrar diante do público no evento planejado pela banda, que sempre procura se apresentar em locais que tenham uma conexão paisagística e transcendental com a identidade musical tocada pelos músicos, por isso o encontro com as pessoas vai ser realizado na Estação das Docas: “É o nosso cartão-postal, um dos mais lindos, o melhor lugar pra esse encontro é aqui”, comenta Nazaco.



