SAÚDE
Campanha de saúde pública quer reduzir riscos da pandemia para pessoas com diabetes, que já são mais de 30% dos internados em uma UTI do SUS
Iniciativa tem como objetivo estimular a utilização da caneta preenchida de insulina como forma de conter intercorrências médicas que podem agravar o quadro do diabetes. Ministério da Saúde acaba de ampliar o acesso a esta forma de tratamento.
O agravamento da situação da pandemia no País tem preocupado e mobilizado sociedades médicas e de apoio a pacientes, principalmente em relação àqueles que sofrem com doenças crônicas, como é o caso do diabetes. Já se sabe que um em cada três pacientes de Covid-19 hoje numa UTI do Sistema Único de Saúde também têm diabetes.2 Além disso,pessoas com diabetespertencem ao grupo de risco e são mais susceptíveis a desenvolver as formas mais graves da Covid-19.
No Brasil, já são mais de 13 milhões de brasileiros vivendo com diabetes.1 Com eles, são milhares de famílias convivendo com uma doença crônica em uma rotina que exige cuidado intenso e atenção redobrada com a alimentação, a prática de exercício físico e a disciplina na manutenção do tratamento, especialmente em tempos de pandemia do novo coronavírus.
É neste contexto que foi criada a campanha “Caneta da Saúde”, uma iniciativa de saúde pública liderada pela Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) e da empresa global de saúde Novo Nordisk, além de contar com o apoio da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). O objetivo é informar e educar a população sobre as vantagens das canetas preenchidas de insulina, estimulando o uso do recurso que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o Brasil. O cenário é tão preocupante para as pessoas com diabetes que o Ministério da Saúde acaba de rever as faixas etárias elegíveis para o tratamento gratuito. Agora, a caneta está disponível para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, preferencialmente acima de 50 anos e menores de 19 anos (anteriormente era somente até 16 anos e acima de 50).3
“O diabetes não é uma condição individual. Trata-se de algo presente na vida de milhões de famílias. Neste novo cenário delicado de pandemia, há pessoas que estão no grupo de risco e podem desenvolver as formas mais graves da doença. E isso tem sido claramente visto nas Unidades de Terapia Intensiva no País”, explica a endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk, Priscilla Olim Mattar. “Tudo o que precisamos é evitar episódios de hiper ou hipoglicemia, que podem levar o paciente para o pronto-socorro, o que representa riscos adicionais para quem tem diabetes”, destaca.
A campanha
A campanha “Caneta da Saúde” tem abrangência nacional e conta com diversas iniciativas no ambiente digital e presenciais. No site www.canetadasaude.com.br, dedicado à campanha, a população encontrará informações e orientações sobre o diabetes, o uso de insulina, as vantagens e benefícios da utilização da caneta preenchida de insulina, além de um conteúdo que desmistificam “fake news”.
Durante cerca de três meses, um caminhão circulará por diversas cidades brasileiras, ficando alguns dias estacionado em locais próximos às Unidades Básicas de Saúde (UBS) com o objetivo de esclarecer dúvidas da população, além de fornecer material educativo sobre a caneta preenchida de insulina para profissionais da saúde, pacientes e familiares.
IMPORTANTE: Não haverá distribuição de canetas preenchidas de insulina e tampouco elas estarão disponíveis no local. O objetivo da campanha é divulgar a existência desse benefício via SUS, educando e orientando pacientes, profissionais da saúde e familiares sobre o diabetes e suas opções de tratamento.
O diabetes no Brasil
Considerada um dos dispositivos mais modernos para o tratamento da doença, a caneta preenchida de insulina é uma importante aliada no controle da glicemia, reduzindo episódios de hipoglicemia e possíveis hospitalizações decorrentes desta complicação.4,5 Diferente das aplicações feitas com seringas, retirando a insulina de frascos-ampola, a caneta preenchida de insulina é utilizada com agulha mais fina e curta, causando menos desconforto na aplicação, e já vem preenchida com insulina e dosador. São detalhes que incidem diretamente na precisão da aplicação, fator que ajuda no controle das piores complicações da doença, como doenças cardiovasculares, amputações e lesões oftalmológicas.
Essa tecnologia demonstrou melhorar a qualidade de vida de pessoas com diabetes e reduzir as emergências hospitalares em diversos estudos nacionais e internacionais.14 Por exemplo, 90% dos usuários de caneta afirmam precisar de menos assistência para aplicar a insulina, 64% das pessoas com diabetes que adotaram a caneta apresentaram menos episódios de hipoglicemia. 9,10 Já um estudo entre médicos dos Estados Unidos mostrou que 97% deles acreditam que a aplicação de insulina com a caneta é melhor que o uso de frascos, seringas e ampolas.11 E, na Itália, Estados Unidos e Irlanda, 90% das pessoas com diabetes consideram as canetas mais discretas, mais rápidas e fáceis de usar. 12,



