PARÁ

Debate sobre cacau mobiliza produtores e Congresso em defesa de preço justo e qualidade do chocolate

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Da Assessoria Parlamentar/Fotos: Agência Pará

A cadeia produtiva do cacau no Brasil está no centro de um debate que envolve produtores, indústria e o Congresso Nacional. O deputado federal Airton Faleiro tem defendido medidas para proteger os agricultores e melhorar a qualidade do chocolate consumido no país.

Entre as propostas está a suspensão da IN-125/21, que autorizava a importação de amêndoas de cacau sem critérios considerados adequados por representantes do setor.

PREOCUPAÇÃO DOS PRODUTORES

Produtores paraenses avaliam que a medida pode impactar diretamente o mercado interno, pressionando preços e reduzindo a competitividade do cacau nacional.

“O produtor brasileiro segue regras rigorosas. Quando o produto importado não passa pelas mesmas exigências, há uma concorrência desigual”, apontam representantes do setor.

VALORIZAÇÃO DO PREÇO MÍNIMO

Outro ponto central do debate é o preço mínimo do cacau. A política é vista como essencial para garantir renda aos produtores, especialmente em períodos de oscilação de mercado.

A valorização desse instrumento é defendida como forma de assegurar estabilidade econômica para milhares de famílias que dependem da cultura.

MUDANÇAS NO CHOCOLATE BRASILEIRO

A proposta de aumento do teor de cacau nos chocolates também está em discussão. A medida pode alterar a composição dos produtos vendidos no país, incentivando o uso de maior quantidade de matéria-prima e elevando o padrão de qualidade.

Além disso, especialistas apontam possíveis benefícios à saúde, já que chocolates com maior teor de cacau tendem a ter menos açúcar e mais compostos benéficos.

IMPORTÂNCIA REGIONAL

No Pará, o cacau tem papel estratégico na economia e no desenvolvimento sustentável. O estado é líder na produção nacional e referência em práticas agroflorestais.

O avanço das discussões no Congresso será acompanhado de perto por produtores e entidades do setor, que esperam medidas capazes de fortalecer a cadeia produtiva e garantir melhores condições para o cacau brasileiro.

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