AMAZÔNIA

Munduruku cobram ações concretas em audiência com ministro em Belterra

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Em um cenário marcado por reivindicações históricas e promessas de avanços, lideranças do povo Munduruku participaram neste domingo de uma audiência pública na Terra Indígena Bragança, em Belterra, ao lado do ministro Eloy Terena, do deputado federal pelo PT do Pará, Airton Faleiro, e representantes do governo federal.

O encontro expôs a urgência de soluções para problemas estruturais enfrentados pelas comunidades do Baixo Amazonas, especialmente nas áreas de demarcação territorial, segurança e acesso a políticas públicas básicas.

Apesar do anúncio de medidas por parte da Fundação Nacional dos Povos Indígenas, sob gestão de Lúcia Alberta Baré, lideranças indígenas reforçaram a necessidade de que as ações saiam do papel e se concretizem no cotidiano das aldeias.

Entre os compromissos apresentados estão a criação de uma coordenação regional da Funai para Santarém e o Baixo Amazonas e o estabelecimento de uma sede física na região, o que, segundo o governo, deve facilitar o atendimento às comunidades.

Também foi anunciada a convocação de novos servidores para atuação local, além de melhorias salariais — medida vista como essencial diante da carência de equipes permanentes na região.

Outro ponto sensível debatido foi a segurança dos territórios indígenas. A promessa de criação de uma coordenação geral voltada exclusivamente à proteção territorial surge em meio a denúncias recorrentes de invasões e pressões sobre áreas indígenas.

Na questão fundiária, o governo afirmou que a demarcação da Terra Indígena Bragança está em fase final de execução física. Ainda assim, comunidades cobram celeridade também em outros processos, como os das Terras Indígenas Escrivão, Apyaká do Planalto e Maró.

A audiência evidenciou que, embora haja avanços institucionais, o desafio continua sendo transformar anúncios em ações efetivas que garantam segurança, autonomia e dignidade aos povos indígenas da região.

Da Redação do CORREIO PARAENSE

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