EDUCAÇÃO

Faculdade Estácio sedia simpósio que une psicologia, ancestralidade e saberes amazônicos

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Nos dias 29 e 30 de abril, o Centro Universitário Estácio de Belém, será palco de um importante encontro acadêmico e cultural: o 1º Simpósio de Psicologia “Encantarias, Memórias e Saberes da Amazônia: Narrativas Ancestrais nas Psicologias Amazônidas”. O evento acontecerá na Faculdade Estácio de Belém e propõe um diálogo inovador entre ciência psicológica e os saberes tradicionais da região amazônica.

Voltado para estudantes, profissionais e pesquisadores, o simpósio busca ampliar as perspectivas da Psicologia ao considerar as experiências, memórias e práticas culturais dos territórios amazônicos como fontes legítimas de conhecimento. A proposta rompe com abordagens exclusivamente tradicionais e reforça a importância de uma ciência mais sensível às realidades locais, incorporando narrativas ancestrais na compreensão da subjetividade humana.

A programação é diversificada e inclui mesas temáticas, minicursos, oficinas, apresentações de trabalhos científicos e atividades culturais, como saraus e performances artísticas. A iniciativa visa integrar diferentes linguagens e promover o acesso ao conhecimento de forma plural e inclusiva, fortalecendo uma Psicologia mais conectada com o contexto sociocultural da Amazônia.

De acordo com Halison Rick Mendes Teixeira, vice-presidente do Centro Acadêmico Virgínia Bicudo, o evento surge da necessidade de repensar a atuação da Psicologia: “O simpósio nasce da necessidade de ampliar o olhar da Psicologia para além dos referenciais tradicionais, reconhecendo a potência dos saberes amazônicos na construção de práticas mais humanas e contextualizadas”, afirma.

Outro destaque é a abertura para submissão de trabalhos acadêmicos, incentivando a produção científica na região. Os interessados puderam submeter pesquisas até o dia 20 de abril, mediante uma taxa de R$ 10 para avaliação. A participação como ouvinte é gratuita, garantindo maior acessibilidade ao evento.

Os trabalhos submetidos dialogam com três eixos temáticos principais: memória, território e bem-viver; interseccionalidades envolvendo raça, gênero e pertencimento territorial; e políticas públicas, cuidado e equidade nos territórios amazônicos. Esses eixos refletem debates contemporâneos e desafios enfrentados na região.

Para a psicóloga Vitória Amorim, mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Pará, o evento reforça a necessidade de contextualizar a prática psicológica: “Pensar a Psicologia a partir da Amazônia é reconhecer que o território também produz conhecimento. Quando dialogamos com saberes ancestrais, ampliamos nossas possibilidades de atuação e tornamos a prática mais ética e comprometida com as realidades locais”, destaca.

O simpósio será realizado no Centro Universitário Estácio de Belém, na Avenida Governador José Malcher, nº 1148, no bairro de Nazaré. No dia 29, as atividades ocorrem das 8h30 às 18h30, e no dia 30, das 14h às 21h. Os participantes inscritos terão direito a certificado ao final da programação.

Com uma proposta que valoriza o diálogo entre ciência e ancestralidade, o evento se consolida como um espaço de troca de saberes e fortalecimento de uma Psicologia mais plural, crítica e enraizada na realidade amazônica.

Texto: Marcelo Serrão/Fotos: Faculdade Estácio

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