SAÚDE
Novas vacinas ofertadas pelo SUS reforçam prevenção contra doenças graves
Imunização contra influenza, dengue e HPV pode reduzir internações entre crianças e adolescentes
A atualização do calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) tem ampliado a proteção de crianças e adolescentes contra doenças graves em todo o país. Nos anos de 2025 e 2026, novas vacinas e mudanças importantes foram incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, fortalecendo a estratégia de prevenção no Brasil.
Entre as principais inclusões está a vacina contra a dengue, agora disponível para crianças a partir de 4 anos e adolescentes. O imunizante oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus e reduz significativamente o risco de evolução para formas graves da doença, que podem levar à hospitalização.
Outra mudança importante foi a inclusão da vacina contra a gripe no calendário de rotina infantil. Antes aplicada apenas em campanhas sazonais, a imunização agora passa a ser anual para crianças de seis meses a menores de seis anos. Na primeira aplicação, são necessárias duas doses; nos anos seguintes, apenas uma. A medida amplia a proteção contínua contra complicações da influenza, especialmente em públicos mais vulneráveis.
Também houve atualização na vacinação contra a poliomielite. A tradicional “gotinha” foi substituída pela vacina inativada (VIP), considerada mais segura por utilizar vírus inativado, sem risco de causar a doença.
Além disso, a vacina contra o HPV passou por uma mudança importante e agora é aplicada em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O imunizante protege contra infecções que podem evoluir para diferentes tipos de câncer, como o de colo do útero, pênis, ânus e orofaringe.
Outra atualização relevante é a vacina meningocócica ACWY, indicada para adolescentes de 11 a 14 anos. Ela protege contra doenças graves causadas pela bactéria Neisseria meningitidis dos tipos A, C, W e Y, incluindo meningites e infecções generalizadas.
Na família Campos, as cadernetas dos três filhos estão sempre às vistas da mãe, que gerencia as datas e está de olho nas atualizações e campanhas vacinais. André tem 12 anos e já tomou a vacina contra o HPV em dose única, além de estar apto para receber a vacina meningocócica ACWY. Já Davi (6) e Rosa Mel (3) ainda precisam completar as rotinas vacinais e participar das campanhas sazonais. Para a família, além do cuidado pessoal, o apoio da rede pública é fundamental, pois a inclusão de novas vacinas amplia a proteção em todas as fases da infância e adolescência.
Segundo a pediatra Anna Maria Amorim, professora da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Abaetetuba, a ampliação do calendário representa um avanço importante na saúde pública.
“As vacinas são a base da prevenção. Elas protegem contra doenças graves, evitam internações e reduzem riscos de complicações que podem levar até a UTI. Mesmo quando não impedem totalmente a infecção, ajudam o organismo a responder melhor, evitando formas mais severas”, destaca.
A especialista também reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. “É fundamental que pais e responsáveis acompanhem o calendário e garantam que crianças e adolescentes recebam todas as doses recomendadas. Isso faz diferença não só na proteção individual, mas também na coletiva”, afirma.
Reconhecido internacionalmente, o PNI oferece gratuitamente uma das mais completas coberturas vacinais do mundo. A adesão da população é considerada essencial para o controle de doenças transmissíveis e para a prevenção de agravos mais graves, incluindo aqueles associados ao desenvolvimento de câncer.
A orientação da pediatra é que os responsáveis procurem as unidades básicas de saúde para verificar a situação vacinal e garantir a proteção adequada de crianças e adolescentes.
Vacinação infantil em foco: proteção contra influenza, COVID-19 e SRAG
A enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem da Afya Redenção, Laiza Pereira, reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é essencial para proteger as crianças, especialmente diante dos dados recentes dos boletins epidemiológicos no Brasil.
“O aumento de casos de influenza, COVID-19 e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mostra que os vírus respiratórios continuam afetando principalmente crianças pequenas, muitas vezes levando a internações. A baixa cobertura vacinal contribui para esse cenário e reacende o risco de surtos e complicações”, alerta.
Segundo Laiza, o calendário vacinal infantil oferece imunizações específicas e eficazes para reduzir esses riscos. Entre as principais, ela destaca:
• Vacina contra influenza (gripe): aplicada anualmente, protege contra as principais cepas do vírus em circulação e reduz hospitalizações.
• Vacina contra COVID-19: indicada conforme faixa etária definida pelo Ministério da Saúde, previne complicações e formas graves da doença.
• Vacina pentavalente: protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo b.
• Vacina pneumocócica: previne pneumonia e meningite causadas pelo pneumococo.
• Vacina meningocócica: protege contra diferentes tipos de meningite bacteriana, que podem evoluir rapidamente e causar sequelas graves.
Ela ressalta que manter a imunização em dia é sinônimo de proteção: “Quando a vacinação está em dia, os casos graves diminuem. Quando há falhas na cobertura, os números aumentam, especialmente entre crianças.”
Para Laiza, a vacinação infantil é também um ato coletivo: “Ao proteger uma criança, reduzimos a circulação de vírus na comunidade e protegemos outras pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Em um cenário de circulação contínua de vírus respiratórios, manter a imunização em dia é uma das formas mais seguras e eficazes de cuidar da saúde das crianças hoje e no futuro.”
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.653 vagas de Medicina aprovadas e 3.543 vagas de medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz do ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br