PARÁ

Com mais de 13 mil vítimas desde 1996, Pará lidera ranking nacional de pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão

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Foto: Polícia Rodoviária Federal | Fonte: G1 PA — Belém

O Pará lidera o ranking de resgate a pessoas em situação análoga à escravidão no Brasil, segundo dados do Painel de Informações e Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil. Desde a criação do painel, em 1995, foram resgatadas 13.463 pessoas no estado e os municípios que mais registraram ocorrências foram São Félix do XinguMarabá e Rondon do Pará. O Pará não fez parte do levantamento em 1995.

No último ano, em 2022, foram resgatados 2.575 trabalhadores no país. O Pará teve 92 trabalhadores resgatados, o que coloca o estado no 7º lugar do ranking, e em 12º lugar em número de ações de combate ao trabalho escravo.

Em termos de verbas salarias e rescisórias, as vítimas resgatadas no Pará receberam um total de R$ 78.080,41 mil.

O chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), Maurício Krepsky, relata que durante as fiscalizações e resgates dessas vítimas é inacreditável as cenas de descaso e abuso contra os trabalhadores.

“Há situações que são de total negação de direitos trabalhistas e que vão contra a dignidade dos trabalhadores. O empregador não considera seus trabalhadores como pessoas portadoras de direitos, mas simplesmente os vê como animais ou objetos que podem ser descartados”, afirma o auditor.

Diversos municípios paraenses receberam fiscalização e resgate de vítimas. Nesses locais foram encontrados irregularidades relativas ao meio ambiente de trabalho e mais de 320 trabalhadores foram beneficiados com a regularização trabalhista.

“Este fluxo de trabalhadores vem de regiões mais pobres com pouca oportunidade de emprego e só de estar longe de sua residência também é um fator adicional, os empregadores acham a vulnerabilidade e aí infelizmente se aproveitam dessa condição e não cumprem os direitos trabalhistas, lucrando com as atividades deles”, complementa o chefe da Divisão de Fiscalização.

Por *Tayana Narcisa, g1 Pará

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