PARÁ
Pará recenseou 2,99% da população indígena e 11,04% dos quilombolas até 29 de agosto
O estado do Pará alcançou 2,99% da população indígena e 11,04% dos moradores quilombolas de todo o seu território, segundo o balanço do Censo Demográfico de 2022, divulgado nesta segunda-feira (29).
No Pará, até o dia 29 foram respondidos 769.608 questionários em modalidade presencial, além de 458 pela internet e 650 por telefone. 676.429 eram questionários do modelo básico, enquanto 82.741 questionários respondidos era do modelo da amostra (ampliado). 6.051 setores censitários em solo paraense já foram trabalhados pelo IBGE neste censo (Setores trabalhados consideram os seguintes status: “Em andamento”, “Realizado”; “Supervisionado”; “Reaberto”; “Liberado para pagamento” e “Pago”).
A coleta de dados desses públicos começou, respectivamente, nos dias 10 e 17 de agosto. O Pará se destaca como o primeiro da região Norte em percentual de população recenseada e em percentual de domicílios ocupados com entrevista.
O estado também aparece como segundo da região Norte em percentual de indígenas recenseados e como terceiro do Brasil em população quilombola já contabilizada neste que é o primeiro censo a contar a população quilombola do país.
No primeiro balanço da coleta domiciliar, o IBGE informa que até o último dia 23 de agosto, 49.108.926 pessoas já foram recenseadas em todo o país.
Quanto à população indígena e quilombola recenseada até 23 de agosto, os dados para o Brasil eram: indígena: 379.184 pessoas recenseadas (0,77%) e quilombolas: 324.136 pessoas (0,66%).
O maior percentual do Brasil era o do Amazonas, que já tinha 34,38% de seus indígenas recenseados (130.351 pessoas), seguido pela Bahia, com 19,15% (72.604 indígenas). O Pará tinha percentual de 2,99% de sua população indígena já recenseada (11.334 pessoas), sendo o segundo da região Norte em percentual de indígenas já recenseados.
Quanto aos quilombolas, que, neste censo, estão sendo contados pela primeira vez, o estado com maior percentual do Brasil era a Bahia com 31,08% (100.740 pessoas já contadas pelo censo); seguida pelo Maranhão, com 19,75% (64.015 quilombolas). O Pará era o terceiro do Brasil em percentual de quilombolas já contabilizados pelo censo: 11,04%, correspondente a 35.786 pessoas.
A quantidade de recusa, no Brasil, era de 431.887 domicílios (2,3%). No Pará, a taxa de recusa, até o momento, é de 1,88%, abaixo da média nacional e da média da região Norte que ficou em 1,98%.
Na região Norte, o Pará era o estado com maior percentual de população recenseada: 4,44%, totalizando 2.178.087 pessoas. Abaixo do Pará, o Amazonas com 2,41% (1.182.406 pessoas); Rondônia com 0,87% (424.874); Tocantins com 0,74% (364.359); Acre com 0,42% (207.247); Amapá com 0,37% (183.205); e Roraima com 0,23% (111.096). O estado brasileiro com maior percentual de população recenseada era São Paulo, com 15,15% (7.442.110). O menor percentual do país era o de Roraima com 0,23%.
Na região Norte, o Pará liderava o percentual de domicílios ocupados com entrevista: 3,81% (650.242 domicílios).