PARÁ

Pará registra redução de mais de 60% nos casos de escalpelamento

Publicadas

sobre

Foto: Reprodução | Fonte: Debate Carajás com informações de O Liberal

O Pará registrou diminuição nos casos de escalpelamento durante o ano de 2022. Foram 3 situações entre janeiro e agosto, uma redução de 62,5% em comparação ao mesmo período de 2021, quando a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental contabilizou 8 acidentes.

Com o objetivo de continuar na luta até que os índices sejam zerados, o domingo (28) foi alusivo ao Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento. A data foi criada com a Lei nº 12.119/10, visando a conscientizar os brasileiros e dar visibilidade à realidade de exclusão e violência sofrida pelas vítimas, frequente em sua maioria na região norte do país.

O escalpelamento é o arrancamento brusco e acidental do escalpo, mais conhecido como couro cabeludo. O acidente é mais comum de ser visto em embarcações de pequeno porte, durante a pesca artesanal ou ida à escola e ao trabalho de famílias que fazem uso exclusivo do meio de transporte para se locomover.

Por descuido, os cabelos longos são enrolados no eixo e partes móveis do motor, causando a retirada total ou parcial da estrutura. Orelhas, olhos, sobrancelhas, parte do rosto e pescoço podem ser arrancados, levando ao risco de morte.

Uma das medidas para prevenir os casos é implementada pela Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (LESTA) nº 9.537/97,que obriga o uso de proteção no motor, eixo e tudo que possa promover riscos à integridade física dos passageiros e da tripulação. Inspeções e instalações gratuitas de coberturas são feitas pela Marinha diariamente. Neste ano, 140 peças já foram postas pela entidade.

Conviver com as sequelas do escalpelamento é um desafio constante na vida de quem já passou pela situação. Além dos longos anos de luta e tratamento, questões socioeconômicas estão implicadas na continuação do processo.

Casa de apoio acolhe vítimas

Ter um espaço que seja uma rede de apoio às vítimas é de extrema importância durante todo o tratamento, uma vez que muitas delas são de localidades distantes e não possuem muitos recursos. Dessa forma, o Espaço Acolher, da Santa Casa de Misericórdia do Pará, oferece alimentação, estadia, atendimento psicológico e social às mulheres acidentadas durante todo o percurso e tem como objetivo diminuir o tempo de internação delas.

Desde a criação do Espaço, em 2006, cerca de 250 pessoas passaram pelo local, que também oferece acompanhamento escolar para evitar a evasão.

 Para prevenção

– nunca armar rede ou sentar de cabelos soltos perto do motor;
– prender os cabelos, colocar um boné ou chapéu;
– evitar usar colares ou cordões;
– mantenha as crianças sempre longe do eixo

Serviço

O paciente deve ter os primeiros socorros feitos em uma unidade municipal ou estadual de urgência e emergência. Na rede pública de saúde estadual, estão habilitados o Hospital Regional do Tapajós, Hospital Regional do Baixo Amazonas, Hospital Regional de Breves e o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência.

Em casos necessários, os pacientes são encaminhados para a Santa Casa de Misericórdia do Pará, referência estadual no atendimento de vítimas de escalpelamento.
Durante o tratamento e nos retornos à capital, Belém, para consultas, o estado disponibiliza para as vítimas e respectivas famílias o Espaço Acolher, no bairro do Umarizal, em Belém.

Doação de cabelo

O Espaço Acolher recebe doação de cabelo para a confecção de perucas, distribuídas de graças às vítimas.

De segunda a sexta-feira, de 8h às 17h.
Local: avenida Alcindo Cacela, 555, esquina com a rua Diogo Móia. 

Clique para comentar
Sair da versão mobile