PARÁ
Debate sobre terras raras na Amazônia ganha força e destaca potencial mineral do Pará
A disputa internacional pelos chamados minerais de terras raras, fundamentais para tecnologias da transição energética, tem ampliado as discussões sobre o papel do Brasil na nova geopolítica da mineração. No Pará, o tema ganhou espaço no Congresso Nacional por meio da atuação do deputado federal Airton Faleiro.
Os minerais são considerados estratégicos para a fabricação de equipamentos de energia limpa, como turbinas eólicas, além de baterias e veículos elétricos. Apesar de possuir a segunda maior reserva mundial, o Brasil ainda exporta principalmente matéria-prima, enquanto países como a China concentram as etapas de maior valor agregado, como o refino e a industrialização.
Levantamentos do Serviço Geológico do Brasil apontam que o sudeste do estado possui áreas com potencial para esses minerais, com destaque para a região da Serra dos Carajás, conhecida por sua vocação mineral.
Segundo Faleiro, o debate precisa avançar para garantir que a exploração desses recursos gere desenvolvimento econômico regional e não apenas exportação de riqueza natural. O parlamentar defende políticas públicas que incentivem pesquisa, inovação tecnológica e a instalação de etapas industriais da cadeia mineral no país.
A discussão ocorre em meio ao aumento da demanda mundial por minerais estratégicos, impulsionada pela expansão das energias renováveis e da indústria de mobilidade elétrica, o que pode abrir novas oportunidades econômicas para o Pará e para o Brasil.
Da Agência Ronabar, texto e fotos



