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Apreensão histórica no Atlântico expõe rota internacional do tráfico ligada a portos brasileiros

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Uma operação internacional de combate ao narcotráfico resultou, no último domingo (12), na maior apreensão de cocaína já realizada em alto-mar pela Polícia Nacional da Espanha. Um navio mercante interceptado no Oceano Atlântico transportava quase 10 toneladas da droga, ocultas em uma carga de sal.

A embarcação, identificada como M/V United S, foi abordada por agentes do Grupo de Operações Especiais (GEO). Ao todo, 13 tripulantes foram presos, além da apreensão de 9.994 quilos de cocaína, distribuídos em centenas de fardos, e de uma arma de fogo encontrada a bordo.

Informações preliminares apontam que o navio teria passado por portos brasileiros em dezembro de 2025, possivelmente incluindo o Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA). No entanto, a Polícia Federal esclareceu que não confirma oficialmente o ponto de origem da embarcação, destacando apenas que a interceptação foi fruto de um intenso trabalho de inteligência compartilhada com forças estrangeiras.

A chamada Operação Maré Branca contou com a cooperação de diversos organismos internacionais, como a DEA, a NCA, o Centro Nacional de Contraterrorismo da Espanha (CITCO) e o MAOC, além de autoridades policiais da França, Portugal e do Brasil.

De acordo com investigações divulgadas pela imprensa internacional, o navio se enquadra no perfil de embarcações conhecidas como “navios zumbis”, frequentemente utilizadas por cartéis sul-americanos para longas travessias com grandes volumes de drogas, aproveitando falhas de fiscalização em rotas marítimas globais.

O caso reacende o debate sobre a vulnerabilidade de corredores marítimos utilizados pelo comércio internacional e o uso de portos estratégicos da América do Sul por organizações criminosas transnacionais.

Da Redação

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